Alberto Serra (1957)

/ 1984 leituras
do amor / fica um cesto de figos / se pensas num regresso / lava as mãos

Emma Pedreira (1978)

/ 1261 leituras
(BIPOLARIDADE) / A última en saír de min que me peche os ollos.

Regina Gouveia (1945)

/ 1470 leituras
Encarcerados nas arcas / os linhos saíam por vezes à luz do dia, em busca de ar / renovado

Filipa Leal (1979)

/ 3897 leituras
Demoro-me neste país indeciso / que ainda procura o amor / no fundo dos relógios,

Fernando Echevarría (1929)

/ 3527 leituras
Ficou-lhe a paz. Do tempo / em que, movido o olhar à santidade, / parávamos no campo vendo

Francisco Duarte Mangas (1960)

/ 5052 leituras
que procuro no maio reescrito / cerejas, manhã de ervas / húmidas pelos rios de basto

Rosa Alice Branco (1950)

/ 4623 leituras
A pele espera nas coisas a carícia do uso / como o cão anseia pelo dono.

Inês Lourenço

/ 5041 leituras
Não precisa de respiração assistida / para o ar lhe circular entre os vocábulos. Nem / jaz inerte e horizontal numa febre letárgica / que lhe impõe caminhos

Daniel Filipe (1925-1964)

/ 1256 leituras
Um amor como este / não pede mar ou praia: / somente o vento leste / erguendo a tua saia.

Sofia Moraes (1963)

/ 1694 leituras
cabe a cada coisa seu lugar / e a linha que traça no ar / e merecer um olhar de criança / longe do hábito de / chamar-lhe verde

José Efe (1960)

/ 1501 leituras
Folhas rosáceas / esquecidas no passeio / outono maduro. 

André Domingues (1975)

/ 2411 leituras
Chamei-lhe cabra e intempérie. / On the youth at night, diria / Anne Carson. / Na juventude, de madrugada / diria eu.

Raul Brandão (1867-1930)

/ 3605 leituras
passavam a vida à espera dos homens, enquanto as mãos ágeis iam tecendo ternura e espuma do mar…

Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004)

/ 3730 leituras
Com voz nascente a fonte nos convida / A renascermos incessantemente / Na luz do antigo Sol nu e recente / E no sussurro da noite primitiva

João Saraiva (1866-1948)

/ 7037 leituras
Há corações felizes / Que rápido se esquecem! / Esses não envelhecem... / São os ingratos — dizes.