Paulo José Borges (1969)

/ 221 leituras
António Nobre / era um poeta do século dezanove. / Lá na praia da Boa Nova um dia / As petrolíferas poluíram de / Crude crudelíssimo os / Poemas que lhe brotavam diretamente dos / Pulmões.

Pedro Homem de Mello (1904-1984)

/ 1447 leituras
Sabe tão bem poisar, aqui, a enxada / Lavar as mãos onde o suor correu,

João Cabral de Melo Neto (1920-1999)

/ 943 leituras
No telefone do poeta / desceram vozes sem cabeça / desceu um susto desceu o medo / da morte de neve.

Ana Luísa Amaral (1956)

/ 1261 leituras
Que mais fazer / se as palavras queimam / e tanta coisa em fumo em tanta coisa.

Rui Costa (1972-2012)

/ 1127 leituras
Há pessoas que amam / Com os dedos todos sobre a mesa.

João Luís Barreto Guimarães (1967)

/ 1005 leituras
Ainda estranho o lugar quando acordamos / no revés de já ser outro / o dia

Teresa Guedes (1957-2007)

/ 2473 leituras
É impossível pintar / a canção do vento / ou o choro das árvores / quando são abatidas. 

Fernando Echevarria (1929)

/ 1207 leituras
A velhice é um vento que nos toma / no seu halo feliz de ensombramento.

Antero de Alda (1961-2018)

/ 1370 leituras
o eco é o silêncio de quando ando só

Jorge de Sena (1919-1978)

/ 45 leituras
Para a minha alma eu queria uma torre como esta, / assim alta, / assim de névoa acompanhando o rio.

José Gomes Ferreira (1900-1985)

/ 141 leituras
Mas eu não era assim! Não era assim! / Trazia uma nuvem a fingir de mim.

Fernando Guimarães (1928)

/ 1635 leituras
Fender aqui a pedra; procurar o que se torna / no seu próprio sentido: este peso. Assim se espera

Pedro Alvim (1935-1997)

/ 1417 leituras
Pelos campos / da memória / animais / comem o dia.

Domingos da Mota (1946)

/ 1690 leituras
De anjo só tinha a cara; / as asas, quando as abria, / pareciam de ave rara, / uma ave que subia / e descia quase a pique

Tabuleta Digital

Vai no Batalha

Rui Moreira (1956)

NÃO escondo que me desgosta que o país não tenha mais meios do que aqueles que aloca ao combate a este flagelo [tráfico de droga]. Desgosta-me, posso protestar indignado, mas não pode a câmara fazer nada mais do que já faz.

Rua da Estrada da estrada

AS estradas que vão pelas cotas altas das encostas têm larguezas de vistas que nem se imagina. Sigam-se as instruções: onde aparecerem placas a dizer Estrada, certifique-se que essas larguezas de vistas estão mesmo lá; de seguida, procure-se um local bom para paragem (dantes havia uns sinais muito lindos com a silhueta das camionetas da carreira) e pare-se olhando a encosta da outra banda. Chegou o momento da contemplação. Use-se um bom produto para clarear o humor vítreo, a córnea, a pupila e o resto da tralha de ver, e mantenham-se as pálpebras bem abertas. Pode fotografar, desenhar ou or...

Enigmatógrafo

Enigmatógrafo de Augusto Baptista

/ 198 leituras
Quantas freguesias tem uma câmara de ar?