Hélder Magalhães (1982)

/ 1064 leituras
a saudade vem / nuvem por entre os azuis / por vezes chove / uma fome do íntimo / nocturno / aceso no teu rosto.

José Rui Teixeira (1974)

/ 994 leituras
Amo-te como buganvílias caídas ao redor / das casas ou o luar branco dos caminhos, / ou a substância audível da tua respiração.

Pedro Estorninho (1974)

/ 1106 leituras
As tardes ardem lentamente. / Não passam ou se gastam, / simplesmente ardem.

Ruy Belo (1933-1978)

/ 349 leituras
No teu amor por mim há uma rua que começa / Nem árvores nem casas existiam / antes que tu tivesses palavras

Inma Doval (1966)

/ 1110 leituras
Afogou o desexo na copa de viño / naquel bar de lámpadas art decó / e camelias nos floreiros. 

Pedro Alvim (1935-1997)

/ 1320 leituras
Hoje não há leite. / O alumínio / Não foi à flor do lume.

João Manuel Ribeiro (1968)

/ 1827 leituras
O bugalho, / a leveza desmedida / dos dias sem frutos.

Daniel Faria (1971-1999)

/ 1322 leituras
A magnólia, / o som que se desenvolve nela / quando pronunciada, / é um exaltado aroma / perdido na tempestade,

César Augusto Romão (1951)

/ 1270 leituras
Quando ,        no Verão, // os ramos do meu olhar / vingarem / nos baldios / dos teus olhos,

José Alberto Mar (1955)

/ 636 leituras
Há rostos que tornam as coisas mais simples. / São como pedras vivas / mergulhadas a prumo

Arnaldo Mesquita (1930-2011)

/ 910 leituras
Hei-de publicar estes verso / E farei bem acho eu / Que quem passa o que passei

Fernando Aguiar (1956)

/ 1055 leituras
o ar do mar que me estava a dar na cara foi um ar que me deu

Teixeira de Pascoaes (1877-1952)

/ 2019 leituras
Deus não sabe como se chama!

Daniel Maia-Pinto Rodrigues (1960)

/ 2052 leituras
É do princípio das tardes / do sol das tardes / das janelas abertas / das cigarras 

Tabuleta Digital

Vai no Batalha

Manuel Pizarro (1964)

AGORA, em vez de se tentar encontrar um regime de arrendamento equilibrado, entre o senhorio e o arrendatário, resolveram romper esse equilíbrio, colocando os arrendatários individuais no arrendamento habitacional e os arrendatários industriais e comerciais no arrendamento não habitacional, completamente à mercê do senhorio.

Rua da Estrada da estrada

AS estradas que vão pelas cotas altas das encostas têm larguezas de vistas que nem se imagina. Sigam-se as instruções: onde aparecerem placas a dizer Estrada, certifique-se que essas larguezas de vistas estão mesmo lá; de seguida, procure-se um local bom para paragem (dantes havia uns sinais muito lindos com a silhueta das camionetas da carreira) e pare-se olhando a encosta da outra banda. Chegou o momento da contemplação. Use-se um bom produto para clarear o humor vítreo, a córnea, a pupila e o resto da tralha de ver, e mantenham-se as pálpebras bem abertas. Pode fotografar, desenhar ou or...

Enigmatógrafo

Enigmatógrafo de Augusto Baptista

/ 473 leituras
As portas do Paraíso têm campainha?