Alexandra Malheiro (1972)

/ 3106 leituras
Tantas vezes que me apetece / matar as palavras ou / ficar quieta num canto à espera / que elas me matem.

Jorge Sousa Braga (1957)

/ 3209 leituras
Quem atravessa o passadiço / vindo do mar dificilmente se / apercebe entre o estorno / o cardo e as perpétuas

Manuel de Souza Falcão

/ 511 leituras
De cor sei / A dor / O favor / O fervor / O calor / Sei mais coisas de cor / A escuridão / A solidão / (a solidão)

Agustina Bessa-Luís (1922-1919)

/ 2133 leituras
A má memória é essencial para escrever romances, tudo se repete.

Flor Campino (1934)

/ 866 leituras
Fui outrora cariátide num templo antigo / e pintora de papiros no Alto Egipto. Insone, / sou hoje a vestal que a hora do lobo

Alice Vieira (1943)

/ 1207 leituras
desenha com a ponta dos teus dedos / as fronteiras exactas do meu rosto

Teresa Guedes (1957-2007)

/ 4156 leituras
O que é que a tela branca / deseja na noite negra? / Que a amanhã seja / de chuva torrencial / para a inundar com o arco-íris.

Fernando Guimarães (1928)

/ 3255 leituras
Se é a mim que me olho, será outro o olhar que me vê.

Fernando Lanhas (1923-2012)

/ 1986 leituras
Um dia, / quando o mar desceu, / a vida começou.

Paulo Abrunhosa (1958-2001)

/ 4479 leituras
Por que vive o dióspiro / exilado na diáspora? / Será ele inferior aos seus pares? / Ou serão, apenas, os ares / da terra de onde vem / que não lhe fazem bem?

José Alberto de Oliveira (1945)

/ 92 leituras
Sei de uma camélia escolhida / e sonhada // em noites perfeitas.

João Luís Barreto Guimarães (1967)

/ 1607 leituras
Pelas duas da manhã o gato leva-me / à cozinha para / me dar de comer. Hoje à noite atrasa a hora -

José Rui Teixeira (1974)

/ 1646 leituras
trago dentro de mim um mar imenso / feito de vagas tristes / e sonhos vagos

Egito Gonçalves (1920-2001)

/ 118 leituras
Por aqui andamos a morder as palavras / dia a dia no tédio dos cafés / por aqui andaremos até quando / a fabricar tempestades particulares

Daniel Maia-Pinto Rodrigues (1960)

/ 3562 leituras
Sozinho em casa, com a tarde a anoitecer / entram-me na ensonada, enfermiça audição / os desvairados sons da cidade - / sirenes diversas em tumultos distantes.