Miguel d’Ors

/ 36 leituras
Mal tinha começado, no topo desta folha, / a escrevinhar uns versos quando passa / - com um enorme feixe de milho à cabeça / e estrume nos tamancos - Argimira.

Pedro Estorninho (1974)

/ 1989 leituras
Rebentar como a terra, / avançar devagar no corpo do fogo.

Antero de Alda (1961-2018)

/ 2382 leituras
só espero lucros no amor

Artur Jorge (1946)

/ 2679 leituras
De / folhas / estateladas // a / árvore / - corpo / só - // de / pé / junto aos despojos 

Ruy Belo (1933-1978)

/ 1807 leituras
Plantados como árvores no chão / ao alto ergueis os vossos troncos nus / e o fruto que produz a vossa mão / vem do trabalho e transparece à luz

Solange Firmino

/ 109 leituras
A asa é um mistério / elaborado no casulo. / Compõe-se de espera / a borboleta. / Decompõe-se / a lagarta

Pedro Alvim (1935-1997)

/ 3142 leituras
Sete homens foram presos / quando pela noite / os cabelos puxavam / a uma rapariga.

Pedro Homem de Mello (1904-1984)

/ 3532 leituras
Quando são mansos, parecem lírios. / Parecem rosas quando são bravos. / A igreja é bosque, cheio de círios, / Gótica igreja, cheia de cravos.

João Pedro Mésseder (1957)

/ 3103 leituras
Nos dias encobertos / varrer com as copas das palmeiras / o chão invertido do céu.

Almeida Garrett (1799-1854)

/ 3309 leituras
É lei do tempo, Senhora, / Que ninguém domine agora / E todos queiram reinar.

Ramiro Torres (1973)

/ 383 leituras
Caminhamos através / Da língua enchida / De sangue branco, / Abatendo a noite

Maria Marcelina (1921-2005)

/ 127 leituras
Nem sonho / Nem verdade / Ou fantasia / É a Arte que cria / Não cria o sonho / Não é sequer verdade / Mas é sonho / É verdade / E fantasia 

A. Dasilva O. (1958)

/ 486 leituras
A inocência é a ignorância erudita, diz o poema

Teixeira de Pascoaes (1877-1952)

/ 4387 leituras
Existir não é pensar: é ser lembrado.

João Cabral de Melo Neto (1920-1999)

/ 2479 leituras
J., agora que de regresso / não a teu país, mas à mesma / língua em que te falei / íntimo de cama e mesa,