João Saraiva (1866-1948)

/ 2836 leituras
Deus, povoado este desterro / Como a Bíblia relata, / Depois do Homem, que é o erro, / Fez a mulher, que é a errata.

José Manuel Teixeira da Silva (1959)

/ 1165 leituras
Só o fragor da queda nos prepara / para o detido correr dos dias

Aurelino Costa (1956)

/ 2298 leituras
É inverno a alma, / o espólio // restam ratazanas

Jorge Sousa Braga (1957)

/ 2350 leituras
Há frutos que é preciso / acariciar / com os dedos com / a língua

Manuel Araújo da Cunha (1947)

/ 1874 leituras
Serenidade / faz com que os beijos / cheguem à altura dos ombros / e que os lábios / cheguem à altura dos beijos

José Régio (1901-1969)

/ 1959 leituras
A minha Dor, vesti-a de brocado, / Fi-la cantar um choro em melopeia, / Ergui-lhe um trono de oiro imaculado, / Ajoelhei de mãos postas e adorei-a.

Daniel Faria (1971-1999)

/ 2067 leituras
Fosses tu uma ave ou uma folha / E o Outono te viria desprender

Aureliano Lima (1916-1984)

/ 357 leituras
É plural a água: a chuva / é dúbia (ou já pluma) en / quanto a cinza é póstuma.

Alexandra Malheiro (1972)

/ 2550 leituras
Quando entardecia / um pombo pousava-lhe num ombro / e vinha comer-lhe à mão.

Manuel de Souza Falcão

/ 75 leituras
Um instante / De uma tarde de Verão / Pode. // Pode dar-te um Inverno inteiro

Agustina Bessa-Luís (1922)

/ 1893 leituras
A natureza vinga-se quando é invocada sem competente temor.

Flor Campino (1934)

/ 284 leituras
A gota de orvalho / sobre o cacto / reflecte todo o jardim

Alice Vieira (1943)

/ 910 leituras
Entre a saliva e os sonhos há sempre / uma ferida de que não conseguimos regressar

Teresa Guedes (1957-2007)

/ 3241 leituras
Tenho a palavra branco / e não tenho rima nem poema para ela. / Vou levá-la para a noite e negociar / no mercado negro das palavras.

Tabuleta Digital

Vai no Batalha

Rui Rio (1957)

As pessoas que durante um ano e tal andaram a procurar destruir o partido, a destruir a minha liderança, a destruir a direção nacional, fizeram tudo o que estava ao seu alcance para isso, e chegar à última da hora [para] aparecer e dizer que dão um grande apoio é uma situação hipócrita.

Rua da Estrada do Alter Ego

O ALTER Ego Center Stare Bene – benessere, massagi, solarium – é um edifício esticadinho estilo cor de salmão em mistura de tiques classicizantes, sito na Strada Statale Adriatica um pouco abaixo do nível do asfalto, ao lado de uma horta de favas que não se vê daqui, de uma palmeira californiana e de uma yuca das américas. Em suma, um crash identitário para falar bom portuguesing. Reza na wikipédia que o Transtorno Dissociativo de Identidade é uma patologia que caracteriza um indivíduo com várias personalidades ou identidades distintas, cada uma com os seus comportamentos, características e...

Enigmatógrafo

Enigmatógrafo de Augusto Baptista

/ 877 leituras
Contra fatos não há argumentos?