Ilídio Sardoeira (1915-1987)

/ 1302 leituras
Onde iremos partidos ou chegados / Se no chegar se parte sem haver / Um tempo de partir e de largada. / E só um falso alarme alarma o ser?

Inês Lourenço (1942)

/ 1955 leituras
Não precisa de respiração assistida / para o ar lhe circular entre os vocábulos. Nem / jaz inerte e horizontal numa febre letárgica / que lhe impõe caminhos

Edweine Loureiro (1975)

/ 59 leituras
Agosto de fogo / um pirotécnico deus / colore o Japão. →

Duarte Solano (1889-1915)

/ 1678 leituras
A aventura da vida, ébrio da sorte, / te a meditar, - Vês quasi finda e pões / (ai de ti! com medo à morte!) – A cismar / No que passou para não mais voltar.

José Alberto Mar (1955)

/ 1223 leituras
Enquanto o horizonte é a eternidade de uma linha / vem saber o brilho do ouro a crescer

César Augusto Romão (1951)

/ 2415 leituras
O dia ergue-se inseguro. // Num rasgo de silêncio, / sobre os nossos ombros, / a lentidão das palavras / que nos podem resgatar.

Catarina Dinis (1981)

/ 1197 leituras
Em ti… os momentos / São feitos de algodão doce / As manhãs feitas de suave chocolate / As noites têm a suavidade / Da seda que envolve a alma 

Nuno Rocha Morais (1973-2008)

/ 506 leituras
Sou treva / E não sei ser dia, / Sou distância / E não sei ser estrada, / Sou grafia / E não sei ter sentido.

Rui Reininho (1955)

/ 4553 leituras
Prometo não falar de amor de gostar e sentir / Portanto não vou rimar com dor um mentir / Joga-se pelo prazer de jogar e até perder

Sérgio Ninguém (1976)

/ 306 leituras
Ler o manuscrito todo para trás / e compreender tudo para a frente. / Como se parar a luz indecisa fosse possível.

João Manuel Ribeiro (1968)

/ 2613 leituras
Pedi-te que fosses minha / onda do mar / areia das dunas // tardiamente descobri que sou teu / mar na onda / duna na areia

Manuel António Pina (1943-2012)

/ 2036 leituras
A infância vem / pé ante pé / sobe as escadas / e bate à porta

Miguel Gomes (1975)

/ 1420 leituras
As virtudes dos sentidos / na ascensão / embrutecida do sol encimado / pede ausência de luz, / aqui já nada seduz.

Jorge Gomes Miranda (1965)

/ 2074 leituras
No espaço de uma vida / há memórias / às quais permanecemos / mais fiéis.

Tabuleta Digital

Vai no Batalha

Bragança Fernandes (1948)

O seu (José Vieira de Carvalho) maior orgulho era a Maia. A Maia que ele sonhou, que ele conquistou, e que irrompeu das suas fronteiras em direcção ao cume dos Municípios. Viveu pela Maia e pela Maia morreu. 

Rua da Estrada de Arbo

Texto e foto de Álvaro Domingues

Enigmatógrafo

Enigmatógrafo de Augusto Baptista

/ 748 leituras
Chegaremos aos quatrocentos?