Óscar Possacos (1962)
Vivo nas divisões de uma floresta / no 2º esquerdo, // feita de clareiras e de soalhos secos.
Arnaldo Mesquita (1930-2011)
Aquele lhe / ensinavam / os seus pais: / - É o medo / que guarda / a seara / e guarda / a vinha.
Joma Sipe (1974)
Não te preocupes com o que não vem, Com o que sabes ser leve como a brisa. Alcança sim o pensamento elevado
Isabel de Sá (1951)
Sentavam-se junto às videiras, ventre de água / mão branca apertando sementes, pequenos poços cintilantes.
Rui Costa (1972-2012)
Não, nem todo o limão é amarelo quando / A mão de alguém o toca e humaniza, pequeno deus
Ana Luísa Amaral (1956)
Não sou capaz. Bem tento que ele venha, / o tal olhar diagonal das coisas, / mas as pessoas surgem-me tão sérias,
Pedro Seabra (1997)
aqui, no silêncio espectral, / os teus pensamentos são os meus / e banham raízes de carvalhos / amaldiçoados
Rui Lage (1975)
Se pudesses, O'Neill, ver hoje o teu país, / (ou tu, Assis Pacheco, filho pródigo / destes quintais floridos)
António Nobre (1867-1900)
Em sonhos, vi-me de repente, frio, / Amortalhado, n'um lençol funereo, / E caminhando, à luz do luar sombrio, / Em direcção d'um vasto cemiterio.
António Rebordão Navarro (1933-2015)
Mítica / a palavra não já na boca / mora, / vive além / dos homens e das coisas, / canta.
Hélder Magalhães (1982)
os casais retratam-se / na alameda vestida de outono / as folhas chovem / sob o andamento do vento / e não estás aqui






























