Luísa Dacosta (1927-2015)

/ 1707 leituras
Uma a uma / as letras / caem, / lágrimas, / no rosto do papel.

Óscar Possacos (1962)

/ 2784 leituras
cantaria / a pedra transformada / por fora.

Arnaldo Mesquita (1930-2011)

/ 1704 leituras
O podador / que se preza / poda / no verde / e no seco!

Joma Sipe (1974)

/ 1397 leituras
 Chegaste ao céu. Não lhe toques; vive dentro dele. Não penses que não é para ti; ele é tudo o que tu és.

Isabel de Sá (1951)

/ 1329 leituras
Nada de cinismo / a vida é boa / ainda não há guerra / nem peste nem fome.

Rui Costa (1972-2012)

/ 1852 leituras
A música partilha com a flor / a carne que se alaga como um copo.

Ana Luísa Amaral (1956)

/ 2959 leituras
Um toque leve, / e eu perder-me-ei / - pelas planícies todas do azul,

João-Maria Vilanova

/ 122 leituras
rubra a acácia / incendeia / o rosto da manhã

Pedro Seabra (1997)

/ 389 leituras
à noite os candeeiros parecem / vergar. as estradas viscosas, frias / e húmidas a contorcer-se,

Eugénio de Andrade (1923-2005)

/ 2817 leituras
É Natal, nunca estive tão só. / Nem sequer neva como nos versos / do Pessoa ou nos bosques / da Nova Inglaterra.

José Régio (1901-1969)

/ 2434 leituras
Mais uma vez, cá vimos / Festejar o teu novo nascimento, / Nós, que, parece, nos desiludimos / Do teu advento! 

Domingos da Mota (1946)

/ 2781 leituras
Era Dezembro. O natal esperado / (não havia então ecografia), / poderia ser de um rapaz / ou de uma rapariga

Luís Veiga Leitão (1912-1987)

/ 2771 leituras
Natal é uma voz circular / calor de um ovo na palha dos ninhos / e música de flautas habitando / a solidão dos caminhos

Rui Lage (1975)

/ 1960 leituras
Poderás ralhar nevermore / nos umbrais da poesia / cobiçar a capoeira / ao galo a cantar pelo menos / desde as cantigas de amigo:

Josafá de Óros (1965)

/ 387 leituras
Quando o hai kai / O trovão senta a pua / E o poeta sai às ruas.