Olav H. Hauge

/ 14 leituras
Constróis uma casa à tua alma. / E passeias-te orgulhoso / à luz das estrelas / com a tua casa às costas.

Egito Gonçalves (1920-2001)

/ 469 leituras
Por aqui andamos a morder as palavras / dia a dia no tédio dos cafés / por aqui andaremos até quando / a fabricar tempestades particulares

Daniel Maia-Pinto Rodrigues (1960)

/ 4155 leituras
Sozinho em casa, com a tarde a anoitecer / entram-me na ensonada, enfermiça audição / os desvairados sons da cidade - / sirenes diversas em tumultos distantes.

Reiner Kunze

/ 109 leituras
Manhã após manhã o seu toque devasta / o meu sono, como se fosse vontade de deus castigar aqueles / que à noite não conseguem adormecer / no mundo dele

Jorge de Sena (1919-1978)

/ 1037 leituras
Para a minha alma eu queria uma torre como esta, / assim alta, / assim de névoa acompanhando o rio.

Paulo José Borges (1969)

/ 1265 leituras
Na minha rua viviam // a Brazelina, / a Durvalina / o Porfírio, / a Aureliana / a Miquelina / a Iria / a Mimosa / a Evangelina / o Maximiliano / a Graziela / e até a Liberdade

Alexandre O’Neill (1924-1986)

/ 138 leituras
Não o amor não tem asas / se tem asas são as mãos / que se enlaçam para a festa / maravilhosa do corpo / e entre elas o coração

Nuno Higino (1960)

/ 2441 leituras
Precisava duma casa onde coubesse a minha vida toda, soalheira, / abrigada da invernia, distante dos lugares familiares, onde coubesses tu,

Miguel d’Ors

/ 141 leituras
Mal tinha começado, no topo desta folha, / a escrevinhar uns versos quando passa / - com um enorme feixe de milho à cabeça / e estrume nos tamancos - Argimira.

Pedro Estorninho (1974)

/ 2073 leituras
Rebentar como a terra, / avançar devagar no corpo do fogo.

Antero de Alda (1961-2018)

/ 2452 leituras
só espero lucros no amor

Artur Jorge (1946)

/ 2789 leituras
De / folhas / estateladas // a / árvore / - corpo / só - // de / pé / junto aos despojos 

Ruy Belo (1933-1978)

/ 1915 leituras
Plantados como árvores no chão / ao alto ergueis os vossos troncos nus / e o fruto que produz a vossa mão / vem do trabalho e transparece à luz

Solange Firmino

/ 161 leituras
A asa é um mistério / elaborado no casulo. / Compõe-se de espera / a borboleta. / Decompõe-se / a lagarta

Pedro Alvim (1935-1997)

/ 3278 leituras
Sete homens foram presos / quando pela noite / os cabelos puxavam / a uma rapariga.