João Saraiva (1866-1948)

/ 2176 leituras
«Sou alta» - diz a Amizade. / «Sou profundo» - diz o Amor. / E lembram bem, na verdade, / Montanha e vale, ao sol-pôr,

Eugénio de Andrade (1923-2005)

/ 1717 leituras
Poucas vezes o outono se demorou / tanto nestas águas / sem as cobrir de névoa.

Óscar Possacos (1962)

/ 1515 leituras
Escrevo-te de um país onde a língua / habita o céu-da-boca.

Aurelino Costa (1956)

/ 1829 leituras
Trago–te cerejas e violetas / ambas fazem parte da minha infância

António Rebordão Navarro (1933-2015)

/ 934 leituras
É nos bolsos que cabe o que nós somos. / Levamos tudo logo pela manhã, 

Alexandra Malheiro (1972)

/ 1777 leituras
Uma nuvem anuncia-se ameaçando o azul. / Em breve a liberdade vai ser / só cinzento. 

Aureliano Lima (1916-1984)

/ 32 leituras
Vê o que podes haurir / sem gesto, sem mácula,

Carlos Tê (1955)

/ 2412 leituras
Murmura a maré no casco / Os pescadores conversam

Isabel de Sá (1951)

/ 862 leituras
Chegou a hora de minha alma não ser ela, / chegou o tempo de meu corpo não ter corpo / e em silêncio ser de luz, poeira.

Jorge Sousa Braga (1957)

/ 1809 leituras
Com água no bico / aves marinhas combatem / o incêndio do crepúsculo

Miguel Gomes (1975)

/ 1007 leituras
Na manhã em que madrugo descubro, / ensonado, / ou sujeito a caminhar sem predicado, / nem recado,

Paulo Abrunhosa (1958-2001)

/ 1052 leituras
Os computadores / são uns amores, / mas têm uma certa falta d’África. / São todos feitos numa fábrica,

Raul Brandão (1867-1930)

/ 1548 leituras
Entre os terraços um zimbório redondo e túmido como um seio aponta o bico para o ar.

Manuel António Pina (1943-2012)

/ 1466 leituras
A meu favor tenho o teu olhar / testemunhando por mim / perante juízes terríveis: / a morte, os amigos, os inimigos.

Tabuleta Digital

Vai no Batalha

Rui Rio (1957)

Ich weiss nicht, was sie sagen" ("Não sei do que falam").

Rota das Pirâmides

O EXÓTICO é um desejo; uma máquina de sedução; um domínio geo-semântico que designa um território imenso e quente, desconfinado, longínquo e incerto onde existem coisas estereotipadas, espécie de adereços e ambiências como o cheiro das especiarias, as trovoadas tropicais, as araras, as odaliscas, as palmeiras, os batuques, os camelos, e as pirâmides, por exemplo. O exotismo alimenta-se da nostalgia, do espaço e do tempo, como memória de uma idade de ouro em paragens remotas e tempos perdidos. Depois de Napoleão ter regressado a França após a Batalha das Pirâmides e se terem difundido as his...

Enigmatógrafo

Enigmatógrafo de Augusto Baptista

/ 611 leituras
O telemóvel é um meio de incomunicação?