Rodrigo Solano (1879-1910)

/ 982 leituras
Sente-se a gente bem quando alguém chora. / Ouvindo soluçar a dor alheia 

Ilídio Sardoeira (1915-1987)

/ 435 leituras
Por onde vou vai sempre quem não sou / E, quando chego, quem chegou por mim?

Catarina Dinis (1981)

/ 812 leituras
Entre os terrores da existência, / O que nos vale, / É a acalmia de um coração apaixonado

André Domingues (1975)

/ 790 leituras
dói-me o teu nome longínquo. / dói-me o irresistível artesanato da distância

José Manuel Teixeira da Silva (1959)

/ 633 leituras
Na noite das estrelas cravejadas / rasga o vazio a improvável luz

Manuel Araújo da Cunha (1947)

/ 1016 leituras
O sol morria à tarde, docemente. / Quando em ti meus olhos se ficaram 

Francisco Duarte Mangas (1960)

/ 1099 leituras
eis os carneirinhos do salgueiro / manso rebanho a pressentir / a tenra primavera

Rui Lage (1975)

/ 1026 leituras
ao meu pai, Carlos / País perdido no regaço da palha / sob o peso da luz e do pão,

Nuno Higino (1960)

/ 491 leituras
A alegria a descarnar, febril, a entupir a garganta, / a fazer bater portas / e janelas, a rouquidão das palavras a comprimir

Inês Lourenço (1942)

/ 1119 leituras
Na Rua da Fábrica, perto / de livrarias e simpáticos alfarrabistas, / redigíamos panfes pela libertação

José Rui Teixeira (1974)

/ 912 leituras
Pousado no arcaz o fogo, como nas mãos de Caim, / o âmbar, os pântanos, os plátanos, um planisfério

Ruy Belo (1933-1978)

/ 209 leituras
Trinta dias tem o mês / e muitas horas o dia / todo o tempo se lhe ia

Pedro Estorninho (1974)

/ 1034 leituras
Sei que os teus braços / tomaram a posição certa. / Que o balanço do teu corpo / me trouxe o cheiro do mar. 

Pedro Alvim (1935-1997)

/ 1118 leituras
Pelos campos / da memória / animais / comem o dia.

Tabuleta Digital

Vai no Batalha

Rui Moreira (1956)

É UMA solução que vinha sendo exigida pelas necessidades atuais e pelo facto de as duas cidades conviverem quase como uma. Temos um centro histórico, não temos dois. Não precisamos de pedir nada ao senhor ministro das Infraestruturas e também não precisamos do Ministério da Cultura.

Rua da Estrada Multicolor

NÃO falta por aí a expressão floresta verde. Nos sistemas complexos – nos outros também – a redundância faz sempre falta no caso de falhar alguma coisa no algoritmo, como agora se diz. As florestas são verdes por caprichos que a clorofila teima em manter. A floresta negra deve ser uma floresta muito escura. Muitos chamaram a Heidegger o filósofo da floresta negra; o homem era muito virado para a angústia, para o nada, para a inquietação do ser e outras místicas do género. Não sabemos se via duendes ou lobos-maus, mas não se interessava nada pela indústria madeireira; tal como a floresta, parec...

Enigmatógrafo

Enigmatógrafo de Augusto Baptista

/ 90 leituras
Quem mete água por todos os lados, por onde afoga?