Aureliano Lima (1916-1984)

/ 1648 leituras
Sou a tua vigília: um cílio / De memória que segue a tua sombra.

Duarte Solano (1889-1915)

/ 3095 leituras
A aventura da vida, ébrio da sorte, / Vês quasi finda e pões-te a meditar, /A cismar – (ai de ti! com medo à morte!) / No que passou para não mais voltar.

João Saraiva (1866-1948)

/ 5612 leituras
Há corações felizes / Que rápido se esquecem! / Esses não envelhecem... / São os ingratos — dizes.

José Rui Teixeira (1974)

/ 2475 leituras
trago dentro de mim um mar imenso / feito de vagas tristes / e sonhos vagos

Konstantínos Kaváfis

/ 336 leituras
1. O ESPELHO DA ENTRADA A rica mansão tinha na entrada ...

Ruy Belo (1933-1978)

/ 2873 leituras
Plantados como árvores no chão / ao alto ergueis os vossos troncos nus / e o fruto que produz a vossa mão / vem do trabalho e transparece à luz

Omar Khayyam (1048-1131)

/ 426 leituras
Procede de molde a que a tua sabedoria / não cause sofrimento ao teu semelhante / Domina-te sempre / Nunca te abandones à cólera

Daniel Filipe (1925-1964)

/ 821 leituras
Um amor como este / não pede mar ou praia: / somente o vento leste / erguendo a tua saia.

Flor Campino (1934)

/ 2334 leituras
Fui outrora cariátide num templo antigo / e pintora de papiros no Alto Egipto. Insone, / sou hoje a vestal que a hora do lobo

Rui Costa (1972-2012)

/ 2399 leituras
A música partilha com a flor / a carne que se alaga como um copo.

José Manuel Teixeira da Silva (1959)

/ 2128 leituras
É um anexo da morada branca / para lá da sucessão das naves / Em rigor, errámos apenas de transparência / em transparência, até às cúpulas quebradas de cristal

Inma Doval (1966)

/ 3022 leituras
I / n / v / e / r / n / O  corpo só / no desamparo / rubindo polos tellados / baixo os que agora te deitas. // Repousa vagalume  no océano.

Jorge Gomes Miranda (1965)

/ 3561 leituras
Se outras preferiam os tecidos de seda / do desejo / ela dava-se à ganga coçada / do amor / depois de noites mal dormidas.

Isabel de Sá (1951)

/ 2071 leituras
Nada de cinismo / a vida é boa / ainda não há guerra / nem peste nem fome.

Giuseppi Ungaretti (1888-1970)

/ 1061 leituras
Entre uma flor colhida e outra dada / o inexprimível nada