Aurelino Costa (1956)

/ 1586 leituras
Teu corpo / - ócio de alga e sal / na vastidão do azul

Miguel Gomes (1975)

/ 861 leituras
Agradeço-te nudez / pela ausência do que não me cobre, / ofereço-te respostas mudas

Fernando Lanhas (1923-2012)

/ 1014 leituras
Deus não é / a forma que lhe atribuímos, / mas a sua verdade, / que inventamos, / é a única que entendemos.

Catarina Ferreira (1990)

/ 772 leituras
É na noite perdida que respiro / Sozinha na amarga felicidade

Luísa Dacosta (1927-2015)

/ 790 leituras
Não há há estrelas / nem lua. // Só o lume duma traineirinha / é pirilampo na noite.

Aurélio Porto (1945)

/ 1001 leituras
No alto do rochedo o vento faz a bandeira cantar / e marulha como se fosse um oceano.

Domingos da Mota (1946)

/ 1533 leituras
Futurou Fernando Pessoa / em Durban ou em Lisboa / que os ossos dos seus heterónimos / seriam depositados nos Jerónimos?

Rui Lage (1975)

/ 1071 leituras
ao meu pai, Carlos / País perdido no regaço da palha / sob o peso da luz e do pão,

José Rui Teixeira (1974)

/ 953 leituras
Pousado no arcaz o fogo, como nas mãos de Caim, / o âmbar, os pântanos, os plátanos, um planisfério

António Nobre (1867-1900)

/ 922 leituras
Vou sobre o Oceano (o luar, de doce, enleva!) / Por este mar de Glória, em plena paz.

Francisco Duarte Mangas (1960)

/ 1151 leituras
eis os carneirinhos do salgueiro / manso rebanho a pressentir / a tenra primavera

Agustina Bessa-Luís (1922)

/ 1445 leituras
A natureza vinga-se quando é invocada sem competente temor.

João Luís Barreto Guimarães (1967)

/ 933 leituras
é já tarde poucos são os fascínios que nos / movem o som quente a escrever um sem-número

Ilídio Sardoeira (1915-1987)

/ 489 leituras
Por onde vou vai sempre quem não sou / E, quando chego, quem chegou por mim?

Tabuleta Digital

Vai no Batalha

Eduardo Vítor Rodrigues (1971)

NÃO vamos licenciar novas construções. Vamos legalizar casas e empresas com histórico. São empresas consolidadas no território e também é uma forma de evitar que, por falta de uma licença, possam decidir abandonar Gaia e estabelecer-se em concelhos vizinhos, retirando de cá postos de trabalho.

Rua da Estrada do Futuro

ADIVINHAR o futuro ainda é para muitos uma espécie de bruxedo do antigamente. Consultava-se o mediador comunicante com o insondável para que ele nos antecipasse os nossos medos e esperanças; jogavam-se os dados e as cartas, observava-se o voo das aves, ouvia-se a voz da vidente, do oráculo, da sacerdotisa ou do feiticeiro em busca de interpretações, de enigmas premonitórios que sugeriam isto ou aquilo. O futuro é um tempo problemático. Cronos, o deus grego, tanto era entendido como uma divindade do tempo cíclico das colheitas – por isso era representado com uma gadanha que depois passou a s...

Enigmatógrafo

Enigmatógrafo de Augusto Baptista

/ 509 leituras
Bater no ceguinho dá cadeia?