Almeida Garrett (1799-1854)
É lei do tempo, Senhora, / Que ninguém domine agora / E todos queiram reinar.
Pedro Seabra (1997)
à noite os candeeiros parecem / vergar. as estradas viscosas, frias / e húmidas a contorcer-se,
Eugénio de Andrade (1923-2005)
É Natal, nunca estive tão só. / Nem sequer neva como nos versos / do Pessoa ou nos bosques / da Nova Inglaterra.
Papiniano Carlos (1918-2012)
O Sol / brilhava agora / cheio de alegria / e sacudia / a luz / da sua imensa cabeleira / sobre o mundo.
Rui Lage (1975)
Poderás ralhar nevermore / nos umbrais da poesia / cobiçar a capoeira / ao galo a cantar pelo menos / desde as cantigas de amigo:
Rodrigo Solano (1879-1910)
Num ai de luz profundo e soluçante, / Resvala ao mar o sol, como um guerreiro / Que, ferido d'um gladio traiçoeiro, / Na arena cae, vencido, agonisante.

















