Arnaldo Mesquita (1930-2011)

/ 1949 leituras
O podador / que se preza / poda / no verde / e no seco!

Jorge de Sena (1919-1978)

/ 1035 leituras
Para a minha alma eu queria uma torre como esta, / assim alta, / assim de névoa acompanhando o rio.

Isabel de Sá (1951)

/ 1531 leituras
Nada de cinismo / a vida é boa / ainda não há guerra / nem peste nem fome.

Anabela Borges (1970)

/ 1852 leituras
Tece-se o tempo em meadas de branco e chumbo, / braçadas de nostalgia. / tempestade em vista.

Duarte Solano (1889-1915)

/ 2230 leituras
A aventura da vida, ébrio da sorte, / Vês quasi finda e pões-te a meditar, /A cismar – (ai de ti! com medo à morte!) / No que passou para não mais voltar.

Inês Lourenço (1942)

/ 3073 leituras
Não precisa de respiração assistida / para o ar lhe circular entre os vocábulos. Nem / jaz inerte e horizontal numa febre letárgica / que lhe impõe caminhos

António Rebordão Navarro (1933-2015)

/ 1780 leituras
Subjacente à sua voz existe / o mapa da cidade feita aos poucos, / nos pequenos interstícios das crises, / dos ventos e da chuva, da erosão.

Ticiane Martins

/ 384 leituras
quero ser salva pela poesia / que as palavras me resgatem da dor / os versos me tragam o amor

Nuno Higino (1960)

/ 2435 leituras
Precisava duma casa onde coubesse a minha vida toda, soalheira, / abrigada da invernia, distante dos lugares familiares, onde coubesses tu,

Rui Tinoco (1971)

/ 593 leituras
enviar-te um poema / não é a mesma coisa / que a presença do meu / corpo: palavras com / rugas: a emoção / duvida de si mesma

Rui Manuel Amaral (1973)

/ 734 leituras
Noite escura, escura, escura. O que acontece se apagarem a luz de presença?

Luís Mazás López (1968)

/ 865 leituras
Acordar entre os sentimentos valeiros / na noite do desencanto vital.

Pedro Homem de Mello (1904-1984)

/ 3678 leituras
Quando são mansos, parecem lírios. / Parecem rosas quando são bravos. / A igreja é bosque, cheio de círios, / Gótica igreja, cheia de cravos.

Marília Miranda Lopes

/ 982 leituras
Assim os meus nervos / Em socalcos nos veios / Assim o cingir da pulsação / No vestido que aperta

André Domingues (1975)

/ 1551 leituras
Chamei-lhe cabra e intempérie. / On the youth at night, diria / Anne Carson. / Na juventude, de madrugada / diria eu.