Dás-me um brinquedo?

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De borla, esqueci o preço e compreendi o valor numa noite contrafeita na ida à festa, ganhando a vida a fazer-me festas no coração.

Serafim

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FOI com surpresa que numa das incursões pelo miasma social deslizei a cara do Serafim. Era uma fotografia simples, na expressividade artística e no sorriso aberto, puro e monocromático, colo...

Desaguando

/ 184 leituras
COM o mesmo semblante de quando o horário atravessava uma ou duas aulas sem professores, pela inexistência ainda de portaria, na escola e no mundo, saíamos portão fora, descíamos contra a co...

Quiromancia

/ 224 leituras
QUANDO o vento oscila no percurso como um puto feliz num baloiço improvisado, deixo-me traquinar e deixar que o casaco desapertado flutue a seu bel prazer. Os muros, menores agora, escalam a...

À sombra da fé

/ 234 leituras
O SOL, ainda que não a pique, cauteriza a tarde esvaída e o meu impreparado caminhar até onde quer que o destino me leve permite-me ver, abrigado pelo muro de pedras irregulares no regular p...

Sempre

/ 223 leituras
POUCA importância nutre aquilo que nos alimenta, seja o floculado céu invernal, que assombra o horizonte com os fantasmas vestidos de cinzento ou qualquer que seja a cor que nos amedronta, o...

Natal ou se Deus assim me quiser

/ 266 leituras
A PORTA do bar do móvel da sala abre-se, o cheiro característico emana e preenche-me o horizonte das memórias. O Natal podia ser apenas isto, abrir a porta com as suas quadrículas envidraçad...

Vida às prestações

/ 508 leituras
O TERMO meio do monte deve ter sido retirado por alguém que se deslocou aqui, onde estou. A carrinha entra folgadamente e sem custo, mas a saída avizinha-se difícil pois não há local para po...

Feito cão

/ 195 leituras
HÁ cães feitos gente, reviram lixo. Assentes nas patas traseiras, abocanham as sacas de lixo que, ao infalível olfacto deles, lhes parece ter algo de alimentar. Não que os cães saibam ...

Outono multiplicado

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AVENIDA Marechal Gomes da Costa, Porto, uma cidade num qualquer desígnio Outonal que não nos pende das tonalidades com que estas árvores imponentes (qualquer árvore é imponente, o Homem é ap...

Golo!

/ 215 leituras
VALORIZO imensamente as conquistas do dia-a-dia, as coisas complexamente simples, como a pessoa que, à minha frente, para comprar uma sande-almoço vai olhando o preçário e as moedas que tem ...

Anagramas

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SÃO 23:32 e a capicua, o frio, o regresso a casa depois de vários passos pelo frio, junto com o barulho abafado do açúcar a cair na cevada traz-me a súmula de dias que, idos, de mim paridos,...

The answer is blowing in the wind

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O DIA amanhece alvoraçado, não insistisse o Sol em nascer a este donde estou, diria que o crepúsculo se fazia anunciar pelas nuvens negras de fuligem. Vai quente Outubro e certamente algum p...

De onde nunca deveria ter saído

/ 314 leituras
UMA das várias vantagens de quando andava de comboio era permitir-me passar em locais onde as árvores me viram crescer. Ainda ensonado passava em frente à rua onde morei vinte e cinco ano...

Tabuleta Digital

Vai no Batalha

Rui Moreira (1956)

Se houver cuidado e proteção está-se a contribuir para uma concorrência leal. Os bons empresários estão interessados neste acordo porque a concorrência mais desleal é aquela que descuida a segurança e a proteção dos trabalhadores.

Rua da Estrada de Atenas

ANDAVAM os antepassados da Angela Merkel nas cavernas por entre ursos e outras barbaridades, quando Péricles edificava Atenas antes das guerras do Peloponeso.  Era assim o mundo, aos encontrões, como sempre. Depois de edificar a Acrópole verificou-se que custava muito lá subir e muito ventosa. De íngreme que era e de caminhos mal empedrados, as quadrigas patinavam e viravam-se de rodas e pernas para cima. Então, depois de muitos séculos prodigiosos, conseguiu-se finalmente domesticar os cavalos de uma maneira diferente de modo a que coubessem às dezenas e às centenas nos motores dos automóv...

Enigmatógrafo

Enigmatógrafo de Augusto Baptista

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Quando há problema, mais difícil é resolver o prob ou o lema?