Sonata incompleta

/ 136 leituras
NAQUELE lugar ouvia-se ao longe o som de um piano e tudo em redor irradiava encanto. A sonoridade nascia das janelas abertas de par em par de uma secular mansão edificada num monte sobrancei...

Cipriano

/ 221 leituras
Abifa-te Cipriano ou morres!

Conversas de barqueiros

/ 463 leituras
– Não deve haver um rio como este em parte nenhuma da terra. Ele compreendia-nos, falava com a gente, tinha-nos amor!

Chico Marta

/ 490 leituras
QUEM é Deus!? A pergunta estalou na sonolenta quietude de uma longínqua tarde de Verão e o eco explodiu nos vitrais coloridos da igreja de S. Paulo em Sebolido e mais pareceu um ribombar ...

Contos velhinhos de amor

/ 307 leituras
TINHA eu apenas quatro anos de idade quando a minha mãe me levou pela primeira vez à cidade do Porto. Foi difícil a viagem por estradas irregulares, alguns troços ainda em estado de lenta co...

Solidão

/ 368 leituras
ÀS vezes é por terra que percorro a distância entre a foz do rio Douro e Miranda onde como um rei ele entra em Portugal e começa a fazer fronteira com Espanha até Barca D´Alva. A partir dali...

Ainda havemos de tomar um café juntos

/ 284 leituras
NAQUELAS noites em que deitados lado a lado na areia da praia da Foz do Douro contemplávamos milhares de estrelas a brilhar no firmamento celeste, tudo indicava que a nossa relação de amizad...

Epifania dos ventos

/ 398 leituras
ERA uma reentrância na margem do rio, um remanso, um porto de abrigo natural, um sitio lindo desenhado pelos deuses de antigamente que para ali vinham repousar após épicos e memoráveis feito...

Barqueiros da Esquadra Negra

/ 373 leituras
A ALVORADA acordou timidamente neste imenso vale do Douro. Uma espécie de neblina envolvia toda a paisagem e a capela de S. Domingo adivinhava-se no alto do monte por dentro do denso lençol ...

Prisão de sonhos

/ 365 leituras
FIZ seis anos no dia seis de Outubro e logo na manhã seguinte contra a minha vontade, meteram-me na escola. Levava sobre as costas a tiracolo, uma saca de serapilheira com um livro de leitur...

Beija-me, beija-me muito!

/ 1407 leituras
ATRAVESSEI o rio Douro no barco valboeiro do Zé Chasco. Aquele pedaço de madeira artisticamente trabalhada pelas mãos do Ti Arnaldo, artífices da construção destes navios, flutuavam com a do...

Vindimas

/ 823 leituras
LÁ em cima, da Ladroeira, vêem-se arranjadas as vertentes que descem em cascata até à ponte romana da Bateira. Alinhas perpendicularmente, as vinhas alongam-se por toda a encosta como se fos...

O navio dos mortos

/ 523 leituras
UM pedaço de luar aparece por entre a negrura das nuvens carregadas de chuva que cruzam o céu subindo dos lados do mar por cima da praia da Madalena e reflecte-se moribundo na água barrenta ...

Cidade surpreendente

/ 549 leituras
A NOITE desceu sobre o rio tão repentinamente que surpreendido pela beleza do céu, nem sequer me apercebei. A luz do sol esgueirou-se no cume de uma montanha que delimitava o cenário que tin...

Tabuleta Digital

Vai no Batalha

Bragança Fernandes (1948)

Nenhum governo ajudou na luta contra as portagens e ainda hoje mantenho a crítica. Na altura chamava-os de pórticos cor-de-rosa. Não tivemos o mesmo tratamento que outros municípios. Fomos mal tratados.

Rua da Estrada do Mercado da Arte

APESAR de ser acrílico sobre tela, a arte das valetas pode não ser o género mais apreciado nos meios críticos e comerciais do campo da arte. Ainda que muitos se lembrem que em Paris, nas margens do distintíssimo rio Sena, desde há muito que havia muita arte e artista de rua e de domingo que podia passar para os salões da arte das altas culturas, a verdade é que a N15 não passa em Paris. É pena. Têm mais sorte os rabiscos nas paredes a que chamam graffitis, mesmo que lhes falhe completamente a estética e a política; a primeira, de tão vulgares e desinteressantes que são; a segunda, por lhe f...

Enigmatógrafo

Enigmatógrafo de Augusto Baptista

/ 463 leituras
Quem petisca vai na isca ou prefere patanisca?