Conversas de barqueiros

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– Não deve haver um rio como este em parte nenhuma da terra. Ele compreendia-nos, falava com a gente, tinha-nos amor!

Chico Marta

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QUEM é Deus!? A pergunta estalou na sonolenta quietude de uma longínqua tarde de Verão e o eco explodiu nos vitrais coloridos da igreja de S. Paulo em Sebolido e mais pareceu um ribombar ...

Contos velhinhos de amor

/ 267 leituras
TINHA eu apenas quatro anos de idade quando a minha mãe me levou pela primeira vez à cidade do Porto. Foi difícil a viagem por estradas irregulares, alguns troços ainda em estado de lenta co...

Solidão

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ÀS vezes é por terra que percorro a distância entre a foz do rio Douro e Miranda onde como um rei ele entra em Portugal e começa a fazer fronteira com Espanha até Barca D´Alva. A partir dali...

Ainda havemos de tomar um café juntos

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NAQUELAS noites em que deitados lado a lado na areia da praia da Foz do Douro contemplávamos milhares de estrelas a brilhar no firmamento celeste, tudo indicava que a nossa relação de amizad...

Epifania dos ventos

/ 364 leituras
ERA uma reentrância na margem do rio, um remanso, um porto de abrigo natural, um sitio lindo desenhado pelos deuses de antigamente que para ali vinham repousar após épicos e memoráveis feito...

Barqueiros da Esquadra Negra

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A ALVORADA acordou timidamente neste imenso vale do Douro. Uma espécie de neblina envolvia toda a paisagem e a capela de S. Domingo adivinhava-se no alto do monte por dentro do denso lençol ...

Prisão de sonhos

/ 330 leituras
FIZ seis anos no dia seis de Outubro e logo na manhã seguinte contra a minha vontade, meteram-me na escola. Levava sobre as costas a tiracolo, uma saca de serapilheira com um livro de leitur...

Beija-me, beija-me muito!

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ATRAVESSEI o rio Douro no barco valboeiro do Zé Chasco. Aquele pedaço de madeira artisticamente trabalhada pelas mãos do Ti Arnaldo, artífices da construção destes navios, flutuavam com a do...

Vindimas

/ 792 leituras
LÁ em cima, da Ladroeira, vêem-se arranjadas as vertentes que descem em cascata até à ponte romana da Bateira. Alinhas perpendicularmente, as vinhas alongam-se por toda a encosta como se fos...

O navio dos mortos

/ 487 leituras
UM pedaço de luar aparece por entre a negrura das nuvens carregadas de chuva que cruzam o céu subindo dos lados do mar por cima da praia da Madalena e reflecte-se moribundo na água barrenta ...

Cidade surpreendente

/ 498 leituras
A NOITE desceu sobre o rio tão repentinamente que surpreendido pela beleza do céu, nem sequer me apercebei. A luz do sol esgueirou-se no cume de uma montanha que delimitava o cenário que tin...

Gaivota

/ 656 leituras
A AUTOESTRADA quase deserta, uma máquina com voz impessoal de mulher a pedir moedas no fim de cada lanço que o meu carro devorava. Esta voz persegue-me por todo o país; insira o cartão. Efec...

Sangue Cigano

/ 580 leituras
A CARAVANA serpenteou pela poeirenta estrada nas fraldas da serra da Boneca. As carroças, puxadas por cavalos eram sete carregadas com os mais diversos utensílios que podem existir numa habi...

Tabuleta Digital

Vai no Batalha

Eduardo Vítor Rodrigues (1971)

SÃO declarações indignas de uma pessoa que ocupa o lugar que ele ocupa. Vamos defender o nome do município em tribunal. A única forma de desmentir este tipo de coisas é com papéis. O presidente do ACP não tem estatuto para difamar (…). Mas mais do que a questão da difamação, quero repor a verdade.

Rua da Estrada das terras viciosas

NOS idos de 1723, Bernard Mandeville escrevia a sua Fábula das Abelhas, ou de como os vícios privados se podiam transformar em públicas virtudes, chegando a questionar como é que uma nação poderia ser próspera e gloriosa se apenas fosse bondosa e atinada. No Século das Luzes, luminárias tão diversas como David Hume, Jeremy Bentham ou Adam Smith, embrulharam-se nestes meandros sobre o luxo, a moral, os bons e os maus costumes, ou a riqueza das nações. Completando o ramalhete, o Marques de Sade trataria do assunto da forma mais radical, com e sem a dança do varão aqui pintada, cerveja ou martini...

Enigmatógrafo

Enigmatógrafo de Augusto Baptista

/ 408 leituras
A laranjeira dá as laranjas, a bananeira dá as bananas, a figueira dá as figas?