Contos velhinhos de amor

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TINHA eu apenas quatro anos de idade quando a minha mãe me levou pela primeira vez à cidade do Porto. Foi difícil a viagem por estradas irregulares, alguns troços ainda em estado de lenta co...

Solidão

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ÀS vezes é por terra que percorro a distância entre a foz do rio Douro e Miranda onde como um rei ele entra em Portugal e começa a fazer fronteira com Espanha até Barca D´Alva. A partir dali...

Ainda havemos de tomar um café juntos

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NAQUELAS noites em que deitados lado a lado na areia da praia da Foz do Douro contemplávamos milhares de estrelas a brilhar no firmamento celeste, tudo indicava que a nossa relação de amizad...

Epifania dos ventos

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ERA uma reentrância na margem do rio, um remanso, um porto de abrigo natural, um sitio lindo desenhado pelos deuses de antigamente que para ali vinham repousar após épicos e memoráveis feito...

Barqueiros da Esquadra Negra

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A ALVORADA acordou timidamente neste imenso vale do Douro. Uma espécie de neblina envolvia toda a paisagem e a capela de S. Domingo adivinhava-se no alto do monte por dentro do denso lençol ...

Prisão de sonhos

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FIZ seis anos no dia seis de Outubro e logo na manhã seguinte contra a minha vontade, meteram-me na escola. Levava sobre as costas a tiracolo, uma saca de serapilheira com um livro de leitur...

Beija-me, beija-me muito!

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ATRAVESSEI o rio Douro no barco valboeiro do Zé Chasco. Aquele pedaço de madeira artisticamente trabalhada pelas mãos do Ti Arnaldo, artífices da construção destes navios, flutuavam com a do...

Vindimas

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LÁ em cima, da Ladroeira, vêem-se arranjadas as vertentes que descem em cascata até à ponte romana da Bateira. Alinhas perpendicularmente, as vinhas alongam-se por toda a encosta como se fos...

O navio dos mortos

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UM pedaço de luar aparece por entre a negrura das nuvens carregadas de chuva que cruzam o céu subindo dos lados do mar por cima da praia da Madalena e reflecte-se moribundo na água barrenta ...

Cidade surpreendente

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A NOITE desceu sobre o rio tão repentinamente que surpreendido pela beleza do céu, nem sequer me apercebei. A luz do sol esgueirou-se no cume de uma montanha que delimitava o cenário que tin...

Gaivota

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A AUTOESTRADA quase deserta, uma máquina com voz impessoal de mulher a pedir moedas no fim de cada lanço que o meu carro devorava. Esta voz persegue-me por todo o país; insira o cartão. Efec...

Sangue Cigano

/ 547 leituras
A CARAVANA serpenteou pela poeirenta estrada nas fraldas da serra da Boneca. As carroças, puxadas por cavalos eram sete carregadas com os mais diversos utensílios que podem existir numa habi...

Barco velho

/ 534 leituras
HAVIA um velho barco a boiar nas águas do rio escondido num recanto ao fundo das arribas de Várzea do Douro que se estendem florestadas e pedregosas até ao cais de Bitetos. Quase destruído, ...

A louca da praia

/ 547 leituras
A TABERNA tinha uma espécie de esplanada no passeio com apenas uma mesa de chapa e duas cadeiras de plástico branco e, no lado direito, pousado no chão, um pequeno fogareiro pronto a grelhar...

Tabuleta Digital

Sete Perguntas

Vai no Batalha

Rui Moreira (1956)

NÃO preciso de citar ninguém para dizer que esse comentário [de eleitoralismo] ilustra bem a visão populista de quem esteve distraído por ocasião da conferência de imprensa que demos em Gaia ou por ocasião da cimeira de Sintra.

Rua da Estrada do cada um por si

O PRINCÍPIO ideológico que regula a selva global do capitalismo está a reduzir a fanicos o pouco do solidário que a sociedade tinha: cada um por si, portanto. Não há contos de crianças. Há folhas de cálculo, discursos cinzentos em economês, correctíssimos, e conversas blindadas sobre o efeito da subida de uma taxa nos santos espíritos das hormonas da outra, sobre a sustentabilidade seja lá do que for e assim por diante de palavras feitas de ração granulada e chumbo derretido. Os lugares do Estado e da Política foram tomados de assalto pela ceifeira-debulhadora-enfardadeira da máquina do dinhei...

Enigmatógrafo

Enigmatógrafo de Augusto Baptista

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Que eu é aquele que te olha ao espelho?