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Projeto Corre...

Projeto Correio do Porto

Projeto Correio do Porto

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David Dinis: A edição impressa mantém o seu valor? Não pergunto se acredita na sua sobrevivência, porque acho que nenhum de nós consegue fazer futurologia, mas acha que mantém a sua importância e o seu valor?

Antonio Caño, director do El País: Creio que tem muito valor. A minha gestão [do El País] tem passado essencialmente pela transformação digital, e houve ocasiões em que fui mal-interpretado e algumas pessoas, quer de dentro do jornal quer de fora, pensaram que esta direcção digital pressupunha que eu não acreditava na edição em papel, ou que tinha intenção de acabar com o jornal em papel. Nada mais longe da verdade. Estou convicto de que o papel tem uma função primordial. Há muitos entrevistados cujas entrevistas vão ser lidas na Internet por 45 milhões, mas que ainda me perguntam se sairá no papel, por muito que só alguns milhares de pessoas a leiam nesse formato. O papel mantém essa força de ser algo em que se pode tocar, que se pode guardar. O papel é mais um dos instrumentos que temos e que devemos continuar a utilizá-lo, por muito que às vezes seja tentador eliminar a edição impressa, pelo que custa e pelo pouco rendimento que produz. Às vezes fazemos umas contas e pensamos que se deixássemos o papel e investíssemos todo esse dinheiro no digital podíamos ser muito maiores. Seria um erro. Creio que os próprios jornais digitais gostariam de ter uma edição impressa, se pudessem. Portanto, sou da opinião que devemos manter o papel, pelo menos enquanto for possível. 

Para José Albergaria “O digital aprendeu quase tudo com os livros”, para nós o digital aprendeu tudo com os livros (no sentido amplo de produtos em suporte de papel). Pretendemos replicar no digital o mundo dos livros. Daí dizermos que o Correio do Porto foi concebido para utilizadores com muitas horas de leitura (livros, revistas, jornais, banda desenhada, cartoons, postais, selos, cartazes, folhetos, catálogos, etc). É a geração do papel a navegar no mar digital.

FOI em setembro de 2015 que começamos a empreitada de reformulação do layout do site. A ideia inicial seria atualizar o programa de wordpress e rever os vários plugins associados. Estas tarefas seriam executadas sobre o código original. Mas perante a grande dificuldade e morosidade da alteração do código, sem esquecer o risco de falência da página, decidiu-se optar por adquirir um programa específico para sites informativos. Passou-se então a jogar com os blocos fornecidos pelo novo programa.

Como é público e notório, o Correio do Porto inspirou-se muito no design do The New Yorker, na versão de 2015 e anos anteriores. No caso especifico da cor e do tipo de letra dos títulos e dos excertos o modelo foi o JN. O novo site não podia fugir muito daquelas orientações.

Com a reformulação tínhamos o desafio de manter a estrutura original da página e, em simultâneo, seguir as novas tendências informáticas. Através do método tentativa-erro, fomos o mais longe possível nas concessões, mas sem desvirtuar o conceito fundador: um site que nos remete para o papel (jornais, revistas, cartazes, postais, etc…). Parece que conseguimos.

O interior dos artigos viu o espaço dos textos reduzido para 500 pixels, o mesmo sucedendo às fotos de destaque (ao contrário do resto que viu o espaço aumentar). Cremos que aquela largura facilita a leitura. Está mais próxima da largura do texto dos livros e de algumas colunas dos jornais e revistas. Aliás, é a parte do site que tem recebido mais elogios. Diego Herrera diz que é muy profesional y con bella diagramación. Obrigado Diego.

Nos entretantos nasceu a I CONVOCATÓRIA de Arte Postal do CP (sugestão da Renata Carneiro) que justificou o aparecimento de uma nova categoria com o mesmo nome. Em contrapartida, abandonamos a pesquisa e divulgação de artigos sobre artesanato urbano face à fuga daqueles da blogosfera para o Facebook.

A aguardar novo fôlego está a correspondência com Pedro Sinde sobre Teixeira de Pascoaes e as PALAVRAS VIVAS. Agora com a estabilização do layout vai haver mais tempo para estas duas temáticas tão entusiasmantes.

Para aproveitar a onda da reformulação desafiamos João Pedro Mésseder e Francisco Duarte Mangas a refletirem sobre o tempo e o mundo da terra, respetivamente. Assim nasceram o Pequeno Livro do Tempo e o Devocionário da Terra. A seguir propusemos à Talleen e à Renata ilustrarem tais ideias, o que foi aceite com muito agrado.

Concretizamos ainda a autonomização dos trabalhos do André Domingues e do João Paulo Coutinho na categoria: A Cidade Subtil. Fizemos o mesmo aos textos de Francisco Mangas e às ilustrações de Inma, que passaram a estar integrados na categoria: O Homem do Saco de Cabedal.

Faltava-nos uma tirinha. Lembramo-nos de Raquel Sem Interesse. Conhecemo-la quando estivemos na 1.ª edição do ZINE FES PT e tomamos contacto com os seus trabalhos de banda desenhada que publica em suporte de papel num formato muito próximo de A BULA. São histórias muito concretas retiradas do quotidiano de uma rapariga normal que vive aqui tão perto de nós.

O resto manteve-se inalterado, com destaque para a colaboração sistemática e muito imaginativa de Álvaro Domingues (há casos de verdadeira poesia visual).

Na calha estão novas colaborações. Haja criatividade!

Sim! Haja criatividade. Como todos já devem ter reparado o Correio do Porto é um projeto criativo, feito por gente criativa para leitores ávidos de criatividade. Ninguém vem ao Correio do Porto carregar as suas frustrações ou alimentar o Schadenfreude (graças a Deus que não temos esta palavra na língua portuguesa). Aqui encontra-se inspiração para construir uma sociedade mais culta, divertida, pacífica, solidária, responsável e justa. No fundo, uma vida com sentido.

Viva a vida 🙂 !

REVISTA digital independente do Porto (PT) e sobre o Porto (distrito). Conta histórias de vida (pessoas e coisas) de um mundo à parte (físico e noticioso). Divulga notícias do outro mundo quando falarem do Porto.

O Correio do Porto foi concebido para utilizadores com muitas horas de leitura (livros, revistas, jornais, banda desenhada, almanaques, cartoons, postais, selos, cartazes, folhetos, catálogos, etc).

É a geração do papel a navegar no mar digital.

A presente plataforma informática tem por objetivo divulgar conteúdos devidamente identificados, quanto ao seu autor e localização no mundo da internet, com origem e sobre o distrito do Porto, sem natureza comercial ou fins lucrativos.

Paulo Moreira Lopes (NIF 204 952 502), proprietário da plataforma informática propagada na internet sob o domínio www.correiodoporto.pt, www.correiodoporto.com, www.correiodoporto.net e www.correiodoporto.eu, editor da mesma, declara, para os devidos efeitos, nunca ter recebido qualquer contrapartida financeira com a publicação dos textos, fotografias ou ilustrações que aí se encontram alojados e disponíveis ao público.

Contacto: geral.correiodoporto@gmail.com

Face ao teor do comentário de Jorge Reis-Sá sobre a morte de Rui Costa, decide-se, sem direito a audiência prévia (a intenção de fazer mal é inequívoca), classificar aquele como persona non grata aqui no Correio do Porto, incluindo na categoria: obituário.

Apela-se à não divulgação, promoção, alusão ou mera referência à vida e obra daquele.

22 de janeiro de 2012

Grafite

Tendo em conta que desfeiam as cidades, não se promove nem se divulga imagens relativas a grafites ou aos seus autores.

Comentários

Quem quer comenta. Quem pode aprova.


correio_do_porto_1820
A informar desde 1820

cartaz_90_anos_vida_nadir_afonsoDepois de muitas experiências e comparações deparamos com o cartaz comemorativo dos 90 anos de vida do artista Nadir Afonso (1920 – 2013), contendo as quatro cores do site: preto, vermelho, azul e cinzento.

O tom daquelas cores estava muito próximo do tema original, mas apresentava mais harmonia entre si. O azul é muito vivo, muito brilhante. E o tom cinzento do fundo do cartaz suporta e enquadra na perfeição as restantes cores.

Por isso, em dezembro de 2010 decidimos adotar a paleta de cores Nadir Afonso.

Inicialmente, o título deste projeto seria “Grande Porto”, mas por sugestão do jornalista José Carlos Gomes, passou a ser “Correio do Porto”.

A autoria do logótipo pertence a Leunam.

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