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Strada dell’Allegria per l’ascensione al cielo

Strada dell’Allegria per l’ascensione al cielo

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“[N]ELL’ERA delle scale tutti i piani superiori al secondo erano considerati inadatti agli scopi commerciali e, oltre il quinto, inabitabili”[1].

Nella stessa misura in cui una strada evoca una sconfinata possibilità di movimento orizzontale, l’ascensore suscita in noi l’immensità dello spazio verticale.

Non a caso, dunque, lungo questa strada-via, si intravede la Statua della Libertà sui vetri dell’ascensore che conduce alla sala slot di un caffè chiamato New York.

Qui, però, siamo a Roma, dove il cielo è sacro e non solo non si ‘gratta’, ma neanche si sfiora. La Grande Bellezza[2] di Paolo Sorrentino docet. Per questa ragione, le cupole della Città Eterna hanno la meglio come perfette evocazioni del cielo. In fondo, se non è possibile trasformare in celeste la realtà terrestre, si può sempre arginare il problema, rappresentando sulla terra la perfezione divina.

Le protesi architettoniche hanno sempre svolto questa funzione.  L’inganno è una qualità del teatro e l’architettura è un gesto ed un prodotto teatrale, con i suoi trucchi, finzioni e simulacri consentiti.
Si spiegano così i vetri delle finestre della sala slot che è anche un caffè. Per chi passa sulla strada, il loro è un anticipare e suggerire la forma del paesaggio interno, intercalando alla sua rappresentazione le scene del paesaggio urbano della Grande Mela. Un paesaggio fatto dalle velleità celesti dei suoi grattacieli o da edifici infiniti come lo spiroidale Guggenheim Museum di Frank Lloyd Wright.

In definitiva, grazie all’architettura, il cielo può trovarsi anche al primo piano di un capannone della cosiddetta periferia romana. È sufficiente pensare intensamente al paradiso ed alle sue gioie, ascendere meccanicamente al primo piano, dopo aver superato con molta fede una prima rampa di scalini espiatori, e sperare che Dio, o la sua matricola terrestre (777), si manifestino sul touch-screen di una slot machine.

Texto e foto de Daniel Screpanti.

§

Estrada da Alegria para ascender aos céus.

“No tempo em que só havia escadas, todos os andares acima do segundo eram considerados inadequados para fins comerciais e, após o quinto, inabitáveis”[3].

Da mesma forma que uma rua evoca uma possibilidade de movimento horizontal sem fim, o elevador sugere-nos a imensidade do espaço vertical.

Não surpreende, por isso, que nesta rua-estrada, se possa ver a Estátua da Liberdade através dos vidros do elevador que conduz à sala de jogos de um café chamado New York.

No entanto, este lugar é Roma, onde o céu é sagrado e não se arranha, nem se pode tocar. La Grande Bellezza[4] do Paolo Sorrentino docet. Por essa razão é que as cúpulas da Cidade Eterna levam a melhor enquanto perfeitas evocações do céu. Afinal, se não se pode transformar em celestial a realidade terrena, pode-se sempre contornar a questão, representando na terra a perfeição divina.

As próteses arquitectónicas sempre desempenharam essa função. O engano é uma qualidade do teatro e a arquitectura um gesto e um produto teatral com os seus truques, ficções e simulacros consentidos.

Isso explica as janelas da sala das máquinas de jogos que também é um café. Para quem passa na estrada, elas antecipam e sugerem a forma da paisagem interior, intercalando representações de cenas da paisagem urbana da Big Apple. Uma paisagem feita das ambições celestes dos seus arranha-céus ou de edifícios como a espiral sem fim do Museu Guggenheim de Frank Lloyd Wright.

Em última análise, graças à arquitetura, o céu pode estar também no primeiro andar de um armazém dos chamados subúrbios romanos. Basta pensar intensamente no paraíso e nas suas alegrias, ascender mecanicamente ao primeiro andar, depois de vencer com muita fé o primeiro lanço da escadaria expiatória, e esperar que Deus, ou a sua matrícula terrestre (777), se manifeste no ecrã táctil de uma slot machine.

Tradução de Álvaro Domingues autor de A Rua da Estrada.

[1] Koolhaas, R., Delirious New York, Electa, Milano 2006 (Prima edizione 1978), p. 76.

[2] Sorrentino, P., La Grande Bellezza, 2013, film che ha guadagnato, nel 2014, il Premio Oscar per la migliore opera straniera.

[3] Koolhaas, R., Delirious New York, Electa, Milano 2006 (Prima edizione 1978), p. 76.

[4] Sorrentino, P., La Grande Bellezza, 2013, filme que ganhou, em 2014, o Prémio Oscar como melhor obra estrangeira.

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