Idílio

/ 960 leituras
NO meu sonho, o Palácio de Cristal e os seus minuciosos jardins configuravam uma nação prodigiosa.

Pornografia

/ 1083 leituras
Custa a acreditar numa civilização que nega a sua própria arte, encobre a sua natureza e reprova os seus instintos.

O vaticínio

/ 1068 leituras
Na Praça da Ribeira uma nesga de luz ainda dança na estranha juventude de Fevereiro, há vozes que cintilam sob a pele oleosa das antigas mercadorias, rostos do passado que recrudescem.

A noite e as suas representações

/ 1067 leituras
A experiência diz-me, no entanto, que o melhor noctívago é aquele que, por muito que ande, regressa sempre ao lugar onde a sua própria vida lhe aparece no centro das suas investigações.

A rua de todos os sentidos

/ 1472 leituras
Quando cheguei a meio da ponte compreendi “todo o sentido das coisas” e “a solução de todos os enigmas”, de que falava Bernardo Soares no Livro. A julgar pelas elegantes e prateadas grades de ferro, eu devia estar na Rua da Prata.

Quando a cidade se liquefaz

/ 1325 leituras
Só na noite do monólogo irrompe o diálogo.

Tentativa de esgotar um lugar portuense

/ 1262 leituras
ESTOU sentado numa esplanada da Praça da Liberdade e recordo a homenagem excessiva que um célebre escritor francês, Georges Perec, prestou um dia à vida moderna e à sua irremissível monotoni...

O pintor da vida moderna

/ 1862 leituras
Ali estava a cidade por vir. A cidade irrepresentável e hostil que o artista se obstinava em fazer nascer.

Clichés e Profecias

/ 891 leituras
HÁ uma canção de David Sylvian que diz tudo: September. Gosto de poemas curtos, quase sentenças, de pequenas caixas cheias de música, como o som do mar que sai dos búzios. Podia ficar horas ...

Uma temporada no inferno

/ 1119 leituras
AGOSTO é já Setembro por entre a voluptuosidade das mãos. É impossível dissociar este mês da poesia mais acerada de Eugénio de Andrade, da prosa barroca e requintada de Francisco Umbral, de ...

Elegia

/ 588 leituras
O FOGO fala simultaneamente todas as línguas. E essa é a tirania. Não há tradução possível. As chamas crescem ao longo do idioma do mundo, modificam-no. De repente, as palavras já não são as...

Rua da Alegria

/ 678 leituras
SEMPRE me intrigou o nome daquela rua, a facilidade com que um nome tão célere e tão breve cabia numa rua tão apagada e comprida, onde putas e travestis armadilhavam a escuridão e as esquina...

Retrato de Sevilha

/ 536 leituras
HÁ um magnífico poema de e.e. cummings que começa com um indelével amanhecer e lembra-me Sevilha. Não porque tenha assistido a um especial e ardente amanhecer em Sevilha (que também os há, s...

A flor do desespero

/ 556 leituras
O HOMEM que conduzia o táxi trazia uma tristeza lenta e submersa. Nunca desviou os olhos da estrada durante todo o trajecto, a não ser para olhar pelos espelhos, com medo talvez que a cidade...

Tabuleta Digital

Vai no Batalha

Marco Martins (1978)

É um importante esforço da Câmara Municipal para ajudar em tudo o que estiver ao seu alcance, assumindo a presente situação total prioridade para o Município.

Rua da Estrada da Surpresa

Agora que esta vidraria aqui se instalou ainda nova e por estrear, é que a vivenda é mesmo surpresa.

Enigmatógrafo

Enigmatógrafo de Augusto Baptista

/ 404 leituras
Há óculos de sol para os olhinhos de couve?