A noite e as suas representações

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A experiência diz-me, no entanto, que o melhor noctívago é aquele que, por muito que ande, regressa sempre ao lugar onde a sua própria vida lhe aparece no centro das suas investigações.

A rua de todos os sentidos

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Quando cheguei a meio da ponte compreendi “todo o sentido das coisas” e “a solução de todos os enigmas”, de que falava Bernardo Soares no Livro. A julgar pelas elegantes e prateadas grades de ferro, eu devia estar na Rua da Prata.

Quando a cidade se liquefaz

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Só na noite do monólogo irrompe o diálogo.

Tentativa de esgotar um lugar portuense

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ESTOU sentado numa esplanada da Praça da Liberdade e recordo a homenagem excessiva que um célebre escritor francês, Georges Perec, prestou um dia à vida moderna e à sua irremissível monotoni...

O pintor da vida moderna

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Ali estava a cidade por vir. A cidade irrepresentável e hostil que o artista se obstinava em fazer nascer.

Clichés e Profecias

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HÁ uma canção de David Sylvian que diz tudo: September. Gosto de poemas curtos, quase sentenças, de pequenas caixas cheias de música, como o som do mar que sai dos búzios. Podia ficar horas ...

Uma temporada no inferno

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AGOSTO é já Setembro por entre a voluptuosidade das mãos. É impossível dissociar este mês da poesia mais acerada de Eugénio de Andrade, da prosa barroca e requintada de Francisco Umbral, de ...

Elegia

/ 561 leituras
O FOGO fala simultaneamente todas as línguas. E essa é a tirania. Não há tradução possível. As chamas crescem ao longo do idioma do mundo, modificam-no. De repente, as palavras já não são as...

Rua da Alegria

/ 638 leituras
SEMPRE me intrigou o nome daquela rua, a facilidade com que um nome tão célere e tão breve cabia numa rua tão apagada e comprida, onde putas e travestis armadilhavam a escuridão e as esquina...

Retrato de Sevilha

/ 493 leituras
HÁ um magnífico poema de e.e. cummings que começa com um indelével amanhecer e lembra-me Sevilha. Não porque tenha assistido a um especial e ardente amanhecer em Sevilha (que também os há, s...

A flor do desespero

/ 525 leituras
O HOMEM que conduzia o táxi trazia uma tristeza lenta e submersa. Nunca desviou os olhos da estrada durante todo o trajecto, a não ser para olhar pelos espelhos, com medo talvez que a cidade...

A felicidade da hora

/ 637 leituras
POR vezes descubro um lugar na cidade onde a beleza é mais perigosa. Gosto de pisar a vertigem, se possível chegar ao delírio íntimo, ou mesmo ao colapso redondo, porque só assim poderei pro...

Agramonte

/ 520 leituras
su cuerpo dejará no su cuidado; serán ceniza, mas tendrá sentido; polvo serán, mas polvo enamorado.  Francisco de Quevedo HÁ um gato que dorme sob a guarda de um anjo, ou talvez seja um ...

Beijar uma pantera

/ 502 leituras
O CALOR vem, rastejante, pelo ar, roubar-nos o equilíbrio, a proporção, o traço melancólico e a noite amável. As noites parecem bombas prestes a rebentar. Sente-se a invasão, a barbárie, um ...

Tabuleta Digital

Vai no Batalha

Manuel Pizarro (1964)

TEMOS uma posição na fachada atlântica altamente privilegiada para nos podermos afirmar como dos grandes players europeus do sector das pescas. Mas não basta. Temos de trabalhar em medidas e instrumentos que tornem esta atividade mais atrativa.

Maxilar deslocado

Desde que os humanos investem nas suas cabanas e abrigos pouco primitivos, têm vindo a aumentar e a diversificar-se o número de próteses domésticas que tornam os espaços habitáveis, confortáveis e usáveis para os mais diversos e inesperados fins.

Enigmatógrafo

Enigmatógrafo de Augusto Baptista

/ 901 leituras
Antes de haver telemóvel, como é que as pessoas incomunicavam?