Paulo Abrunhosa (1958-2001)

/ 6272 leituras
Por que vive o dióspiro / exilado na diáspora? / Será ele inferior aos seus pares? / Ou serão, apenas, os ares / da terra de onde vem / que não lhe fazem bem?

Rui Reininho (1955)

/ 5540 leituras
Quando um barco tem pés para nadar / as ondas só vêm chatear / Lá do fundo do mar imundo imenso sais / Oh! Neptuno e as tuas sereias sensuais / e vendes o cais

Teresa Guedes (1957-2007)

/ 4936 leituras
O que é que a tela branca / deseja na noite negra? / Que a amanhã seja / de chuva torrencial / para a inundar com o arco-íris.

Carlos Tê (1955)

/ 4476 leituras
Já não há mais o vagar / de quando se comia sentado / e devagar se caminhava / até chegar a qualquer lado

Teixeira de Pascoaes (1877-1952)

/ 4467 leituras
Existir não é pensar: é ser lembrado.

João Saraiva (1866-1948)

/ 4395 leituras
Há corações felizes / Que rápido se esquecem! / Esses não envelhecem... / São os ingratos — dizes.

Jorge Sousa Braga (1957)

/ 4215 leituras
Quem atravessa o passadiço / vindo do mar dificilmente se / apercebe entre o estorno / o cardo e as perpétuas

Daniel Maia-Pinto Rodrigues (1960)

/ 4149 leituras
Sozinho em casa, com a tarde a anoitecer / entram-me na ensonada, enfermiça audição / os desvairados sons da cidade - / sirenes diversas em tumultos distantes.

Ana Luísa Amaral (1956)

/ 4034 leituras
Um toque leve, / e eu perder-me-ei / - pelas planícies todas do azul,

Fernando Guimarães (1928)

/ 3963 leituras
Se é a mim que me olho, será outro o olhar que me vê.

Daniel Faria (1971-1999)

/ 3938 leituras
Voz pisada como o vinho / De onde bebo / A perda dos sentidos

Pedro Homem de Mello (1904-1984)

/ 3678 leituras
Quando são mansos, parecem lírios. / Parecem rosas quando são bravos. / A igreja é bosque, cheio de círios, / Gótica igreja, cheia de cravos.

Alexandra Malheiro (1972)

/ 3565 leituras
Tantas vezes que me apetece / matar as palavras ou / ficar quieta num canto à espera / que elas me matem.

Almeida Garrett (1799-1854)

/ 3393 leituras
É lei do tempo, Senhora, / Que ninguém domine agora / E todos queiram reinar.

Eugénio de Andrade (1923-2005)

/ 3296 leituras
É Natal, nunca estive tão só. / Nem sequer neva como nos versos / do Pessoa ou nos bosques / da Nova Inglaterra.