Daniel Faria (1971-1999)

/ 6323 leituras
Voz pisada como o vinho / De onde bebo / A perda dos sentidos

Aureliano Lima (1916-1984)

/ 2049 leituras
Sou a tua vigília: um cílio / De memória que segue a tua sombra.

José Alberto de Oliveira (1945)

/ 1287 leituras
Por mais que o vento / sopre lá fora // o leite e o mel resplendem / nos ângulos da cozinha.

Alexandra Malheiro (1972)

/ 4667 leituras
Tantas vezes que me apetece / matar as palavras ou / ficar quieta num canto à espera / que elas me matem.

Jorge Sousa Braga

/ 7103 leituras
Quem atravessa o passadiço / vindo do mar dificilmente se / apercebe entre o estorno / o cardo e as perpétuas

Manuel de Souza Falcão

/ 2883 leituras
De cor sei / A dor / O favor / O fervor / O calor / Sei mais coisas de cor / A escuridão / A solidão / (a solidão)

Agustina Bessa-Luís (1922-1919)

/ 3332 leituras
A má memória é essencial para escrever romances, tudo se repete.

Flor Campino (1934)

/ 3488 leituras
Fui outrora cariátide num templo antigo / e pintora de papiros no Alto Egipto. Insone, / sou hoje a vestal que a hora do lobo

Alice Vieira

/ 3040 leituras
desenha com a ponta dos teus dedos / as fronteiras exactas do meu rosto

Teresa Guedes (1957-2007)

/ 6924 leituras
O que é que a tela branca / deseja na noite negra? / Que a amanhã seja / de chuva torrencial / para a inundar com o arco-íris.

Fernando Guimarães (1928)

/ 5580 leituras
Se é a mim que me olho, será outro o olhar que me vê.

Fernando Lanhas (1923-2012)

/ 3703 leituras
Um dia, / quando o mar desceu, / a vida começou.

Paulo Abrunhosa (1958-2001)

/ 15841 leituras
Por que vive o dióspiro / exilado na diáspora? / Será ele inferior aos seus pares? / Ou serão, apenas, os ares / da terra de onde vem / que não lhe fazem bem?