João Saraiva (1866-1948)

/ 5599 leituras
Há corações felizes / Que rápido se esquecem! / Esses não envelhecem... / São os ingratos — dizes.

José Manuel Teixeira da Silva (1959)

/ 2124 leituras
É um anexo da morada branca / para lá da sucessão das naves / Em rigor, errámos apenas de transparência / em transparência, até às cúpulas quebradas de cristal

Aurelino Costa (1956)

/ 3798 leituras
Vêm de um canto da sala, / as vozes e eu / vejo-as salubres sombras / nos altares / enquanto um caracol / nas paredes corre

Manuel Araújo da Cunha (1947)

/ 3681 leituras
Presos nas amarras / inventamos horizontes / Quem me leva / ao corpo do rio / e a morrer dentro dele

Daniel Faria (1971-1999)

/ 5471 leituras
Voz pisada como o vinho / De onde bebo / A perda dos sentidos

Aureliano Lima (1916-1984)

/ 1646 leituras
Sou a tua vigília: um cílio / De memória que segue a tua sombra.

José Alberto de Oliveira (1945)

/ 690 leituras
Por mais que o vento / sopre lá fora // o leite e o mel resplendem / nos ângulos da cozinha.

Alexandra Malheiro (1972)

/ 4160 leituras
Tantas vezes que me apetece / matar as palavras ou / ficar quieta num canto à espera / que elas me matem.

Jorge Sousa Braga (1957)

/ 5573 leituras
Quem atravessa o passadiço / vindo do mar dificilmente se / apercebe entre o estorno / o cardo e as perpétuas

Manuel de Souza Falcão

/ 1931 leituras
De cor sei / A dor / O favor / O fervor / O calor / Sei mais coisas de cor / A escuridão / A solidão / (a solidão)

Agustina Bessa-Luís (1922-1919)

/ 2986 leituras
A má memória é essencial para escrever romances, tudo se repete.

Flor Campino (1934)

/ 2320 leituras
Fui outrora cariátide num templo antigo / e pintora de papiros no Alto Egipto. Insone, / sou hoje a vestal que a hora do lobo

Alice Vieira

/ 2411 leituras
desenha com a ponta dos teus dedos / as fronteiras exactas do meu rosto

Teresa Guedes (1957-2007)

/ 5876 leituras
O que é que a tela branca / deseja na noite negra? / Que a amanhã seja / de chuva torrencial / para a inundar com o arco-íris.

Fernando Guimarães (1928)

/ 4802 leituras
Se é a mim que me olho, será outro o olhar que me vê.