Reiner Kunze

/ 1134 leituras
Manhã após manhã o seu toque devasta / o meu sono, como se fosse vontade de deus castigar aqueles / que à noite não conseguem adormecer / no mundo dele

Jorge de Sena (1919-1978)

/ 2513 leituras
Para a minha alma eu queria uma torre como esta, / assim alta, / assim de névoa acompanhando o rio.

Paulo José Borges (1969)

/ 2222 leituras
Na minha rua viviam // a Brazelina, / a Durvalina / o Porfírio, / a Aureliana / a Miquelina / a Iria / a Mimosa / a Evangelina / o Maximiliano / a Graziela / e até a Liberdade

Alexandre O’Neill (1924-1986)

/ 927 leituras
Não o amor não tem asas / se tem asas são as mãos / que se enlaçam para a festa / maravilhosa do corpo / e entre elas o coração

Nuno Higino (1960)

/ 3570 leituras
Precisava duma casa onde coubesse a minha vida toda, soalheira, / abrigada da invernia, distante dos lugares familiares, onde coubesses tu,

Miguel d’Ors

/ 974 leituras
Mal tinha começado, no topo desta folha, / a escrevinhar uns versos quando passa / - com um enorme feixe de milho à cabeça / e estrume nos tamancos - Argimira.

Pedro Estorninho (1974)

/ 2870 leituras
Rebentar como a terra, / avançar devagar no corpo do fogo.

Antero de Alda (1961-2018)

/ 3117 leituras
só espero lucros no amor

Artur Jorge (1946-2024)

/ 6876 leituras
De / folhas / estateladas // a / árvore / - corpo / só - // de / pé / junto aos despojos 

Ruy Belo (1933-1978)

/ 3466 leituras
Plantados como árvores no chão / ao alto ergueis os vossos troncos nus / e o fruto que produz a vossa mão / vem do trabalho e transparece à luz

Solange Firmino

/ 946 leituras
A asa é um mistério / elaborado no casulo. / Compõe-se de espera / a borboleta. / Decompõe-se / a lagarta

Pedro Alvim (1935-1997)

/ 4962 leituras
Sete homens foram presos / quando pela noite / os cabelos puxavam / a uma rapariga.

Pedro Homem de Mello (1904-1984)

/ 6476 leituras
Quando são mansos, parecem lírios. / Parecem rosas quando são bravos. / A igreja é bosque, cheio de círios, / Gótica igreja, cheia de cravos.

Almeida Garrett (1799-1854)

/ 4374 leituras
É lei do tempo, Senhora, / Que ninguém domine agora / E todos queiram reinar.

Ramiro Torres (1973)

/ 1097 leituras
Caminhamos através / Da língua enchida / De sangue branco, / Abatendo a noite