Paulo José Borges (1969)

/ 2199 leituras
Na minha rua viviam // a Brazelina, / a Durvalina / o Porfírio, / a Aureliana / a Miquelina / a Iria / a Mimosa / a Evangelina / o Maximiliano / a Graziela / e até a Liberdade

Alexandre O’Neill (1924-1986)

/ 911 leituras
Não o amor não tem asas / se tem asas são as mãos / que se enlaçam para a festa / maravilhosa do corpo / e entre elas o coração

Nuno Higino (1960)

/ 3510 leituras
Precisava duma casa onde coubesse a minha vida toda, soalheira, / abrigada da invernia, distante dos lugares familiares, onde coubesses tu,

Miguel d’Ors

/ 942 leituras
Mal tinha começado, no topo desta folha, / a escrevinhar uns versos quando passa / - com um enorme feixe de milho à cabeça / e estrume nos tamancos - Argimira.

Pedro Estorninho (1974)

/ 2849 leituras
Rebentar como a terra, / avançar devagar no corpo do fogo.

Antero de Alda (1961-2018)

/ 3101 leituras
só espero lucros no amor

Artur Jorge (1946-2024)

/ 6834 leituras
De / folhas / estateladas // a / árvore / - corpo / só - // de / pé / junto aos despojos 

Ruy Belo (1933-1978)

/ 3409 leituras
Plantados como árvores no chão / ao alto ergueis os vossos troncos nus / e o fruto que produz a vossa mão / vem do trabalho e transparece à luz

Solange Firmino

/ 924 leituras
A asa é um mistério / elaborado no casulo. / Compõe-se de espera / a borboleta. / Decompõe-se / a lagarta

Pedro Alvim (1935-1997)

/ 4911 leituras
Sete homens foram presos / quando pela noite / os cabelos puxavam / a uma rapariga.

Pedro Homem de Mello (1904-1984)

/ 6386 leituras
Quando são mansos, parecem lírios. / Parecem rosas quando são bravos. / A igreja é bosque, cheio de círios, / Gótica igreja, cheia de cravos.

Almeida Garrett (1799-1854)

/ 4353 leituras
É lei do tempo, Senhora, / Que ninguém domine agora / E todos queiram reinar.

Ramiro Torres (1973)

/ 1079 leituras
Caminhamos através / Da língua enchida / De sangue branco, / Abatendo a noite

Maria Marcelina (1921-2005)

/ 1038 leituras
Nem sonho / Nem verdade / Ou fantasia / É a Arte que cria / Não cria o sonho / Não é sequer verdade / Mas é sonho / É verdade / E fantasia 

A. Dasilva O. (1958)

/ 1527 leituras
A inocência é a ignorância erudita, diz o poema