Na Ponte de Waterloo, onde nos despedimos,
o mau tempo fez-me vir lágrimas aos olhos.
Enxugo-as com uma luva de lã preta
e tento não reparar que me apaixonei.
Na Ponte de Waterloo, tento convencer-me:
Isto não é nada. Estás sob o efeito do charme e da bebida.
Mas a jukebox dentro de mim toca uma canção
que diz o contrário. E quando é que esteve errada?
Na Ponte de Waterloo, com o vento a bater no cabelo,
tenho vontade de saltitar. És uma tonta. Não me importo.
A cabeça faz o que pode, mas o coração é que manda —
admito-o antes de chegar a meio da ponte.
in The orange and other poems, 2023, Faber and Faber Limited, página 13, tradução PML


















