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Duarte Solano...

Duarte Solano (1889-1915)

Num plátano gravei o meu nome, enlaçado,
Confundido de amor no teu nome divino, 

§

Como de Mirra o corpo embalsamado,
Como desfeito por estranho lume, 

§

Num dia azul da minha infância – quieta
Manhã de chuva em parque abandonado – 

§

Duarte Solano Ferreira da Silva nasceu em Penafiel no dia 31 de agosto de 1889 e faleceu no Porto a 16 de dezembro de 1915, vítima de tuberculose. Irmão mais novo do poeta e jornalista Rodrigo Solano, viu-se reconhecido pelos seus pares como um dos poetas mais representativos da sua geração no ambiente cultural portuense nos inícios do século XX. Trabalhou nesta cidade como jornalista em vários periódicos (O Porto, Diário do Norte, Educação Nacional e Jornal de Notícias). Juntamente com João Grave, foi responsável em 1915 pela edição de Fumo, obra sonhada pelo irmão Rodrigo, desaparecido cinco anos antes. Viria a falecer deixando a sua própria produção dispersa por jornais e revistas, acabando por ser compilada por iniciativa de alguns amigos no volume Corôa de Rosas, publicado em 1927. In Duarte Solano, Corôa de Rosas, estudo introdutório, atualização do texto e notas de Francisco Saraiva Fino, Penafiel, Associação dos Amigos da Biblioteca de Penafiel, 2013.

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