Apenas um milímetro de água sob as árvores capta
o céu agitado que se acalma e se torna mais profundo
para que nasçam, entre os nossos passos, o inverno e as suas nuvens.
E como um desconhecido surgido do alto, o nosso rosto
aparece por um instante e, sem dizer nada, sorri-nos.
Ó, responde, céu de abismo inocente, boca sagaz,
abre-te sem medida antes
que um pouco de vento perturbe para sempre a fina película de água.
versão PML



















