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A paz das coisas bravias por Wendell Berry

A paz das coisas bravias por Wendell Berry

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When despair for the world grows in me
and I wake in the night at the least sound
in fear of what my life and my children’s lives may be,
I go and lie down where the wood drake
rests in his beauty on the water, and the great heron feeds.
I come into the peace of wild things
who do not tax their lives with forethought
of grief. I come into the presence of still water.
And I feel above me the day-blind stars
waiting with their light. For a time
I rest in the grace of the world, and am free.

Quando o desespero pelo mundo cresce em mim
e acordo na noite ao mínimo som
com medo do que a minha vida
e a dos meus filhos possam vir a ser
avanço e deito-me junto da água onde
o pato dos bosques aconchega a sua beleza
e a garça real se alimenta.
Entro na paz das coisas bravias
que não impõem tributos às suas existências preparando-se
para a dor. Fico na presença da água serena.
E sinto, acima de mim, as estrelas cegas de dia
aguardando com a sua luz. Por um instante
participo da graça do mundo, e sou livre.

in Troco dólares por cêntimos, alguma poesia norte-americana, traduzido por Luís Filipe Parrado Contracapa, Vila Meã, outubro 2021, página 94

A PAZ DAS COISAS SELVAGENS

Quando o desespero pelo mundo cresce em mim
e acordo a meio da noite com o mais pequeno som,
com medo do que possa vir a ser a minha vida e a vida dos meus filhos,
vou e deito-me onde o pato-marreco
repousa na sua beleza na água e a garça-real se alimenta.
Penetro na paz das coisas selvagens
que não sobrecarregam as suas vidas com a premeditação
da tristeza. Entro na água parada.
e sinto por cima de mim as estrelas cegas durante o dia
esperando com a sua luz. Durante algum tempo
descanso na graça do mundo e sou livre.

traduzido por Jorge Sousa Braga

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