Sempre que alguma coisa lhe caía no terraço, colocava-a dentro de um saco pendurado no puxador da porta de entrada. Eram meias, camisolas, brinquedos e outros objetos indefinidos. Até que um dia as coisas deixaram de cair no terraço. Ou porque as crianças foram crescendo ou porque nós passámos a ter mais cuidado. Então o nosso vizinho, agora mais velho, passou a deixar coisas pessoais no saco para atirarmos para o terraço. E nós atirávamos.
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