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1.
As histórias que conta são tão tristes que ficamos com muita pena dele.
2.
É o único jornalista com coragem para escrever obituários de vivos.
3.
Se virmos bem, com muita atenção, o nariz não passa de um bico e as mãos, de garras. Tal e qual como um abutre. Um abutre que devora a vítima em vida.
4.
Tem palavras elogiosas para filhos da mãe, filhos do pai, filhos de pais incógnitos, filhos in vitro, indiciados, pronunciados, acusados, condenados, carteiristas, burlistas, banqueiros, bancários, mafiosos, presidentes, ministros, reis, príncipes, anarquistas, sem abrigo, jornalistas, escritores e até poetas. Desde que lhe paguem bem.
5.
Ouvi-lo falar na rádio é uma forma de violência. (cfr: Alexandre O’Neill na página 372 das Poesias completas & dispersos, Assírio & Alvim, março de 2017)
PML


















