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Sete pergunta...

Sete perguntas a Sandra Nobre

PRIMEIRO foi Paris, a seguir Portimão, depois Lisboa e agora é o Porto. E quando tem tempo vai a Xangai num pé e vem no outro. Esta rapariga não tem fronteiras. A acompanhá-la, quer seja em Monparnasse, na Foz do Douro, num jardim em Belém ou no Carregal, ou, com mais frequência, no Quintal, há sempre livros, com ou sem varicela. Nos últimos tempos, vem capturando, em flagrante delito e por mútuo consentimento, momentos de leitura dos outros, estranhos ou conhecidos (mais vezes estranhos) e, quem sabe, seus clientes. Et voilá Sandra Nobre.

Por Paulo Moreira Lopes

1 – Data de nascimento e naturalidade (freguesia e concelho)?

25 de novembro de 1972, Argentueill, França.

Saliento, no entanto, que apenas tenho naturalidade francesa. A minha nacionalidade sempre foi portuguesa.

2 – Atual residência (freguesia e concelho)?

Matosinhos.

3 – Escolas/Universidade que frequentou no distrito do Porto?

Não estudei no Porto. Frequentei apenas alguns estabelecimentos de ensino para a realização de cursos esporádicos. Recordo a Cooperativa Árvore, onde fiz um curso de pintura, e a Universidade do Porto, onde fiz um curso de Escrita Criativa.

O meu percurso escolar começou em França, onde nasci. Continuou, depois, em Portimão, no Algarve, onde estudei até terminar o liceu, na Escola Secundária Manuel Teixeira Gomes. Segui, depois, para a Universidade Técnica de Lisboa, mais concretamente para o Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP).

4 – Formação académica?

Licenciatura em Relações Internacionais.

5 – Atividade profissional?

Coordenadora da Equipa de Gestão de Conteúdos da WOOK.pt (a maior livraria virtual portuguesa).

6 – Em que medida o local onde viveu ou vive influenciou ou influencia o seu trabalho por referência a fenómenos geográficos (paisagem, rios, montanha, cidade), culturais (linguagem, sotaque, festividades, religião, história) e económicos (meio rural, industrial ou serviços)?

O meio onde nasci e cresci influenciou-me definitivamente no que diz respeito à paixão que tenho por livros e aos hábitos de leitura. Os meus pais sempre foram grandes leitores e pude, por isso, estar em contacto com os livros desde cedo. Algumas das minhas primeiras memórias, ainda em França, prendem-se com livros. Lembro-me, por exemplo, de ter adoecido com varicela quando era muito pequena e de amigos meus me terem visitado e oferecido livros. E recordo com nostalgia aquelas tardes de fim de semana em que íamos à FNAC da Tour Monparnasse, em Paris, e me era permitido demorar-me na área dos livros infantis e escolher sempre algum para trazer comigo. A escola e os professores, quer em França, quer em Portugal, sobretudo no ensino secundário, também foram muito importantes no estímulo à leitura. E agora que penso em tudo isto, não deixa de ser curioso que esteja há tantos anos a trabalhar numa livraria, quando o meu percurso académico não apontava de todo nesse sentido. Sempre pensei que esta profissão tivesse sido fruto de um feliz acaso, mas talvez o meio em que nasci e os meios em que fui crescendo me tenham influenciado e conduzido até aqui sem que me tivesse dado conta disso… Sim, é de facto muito natural que trabalhe com livros. E o Acordo Fotográfico é, sem dúvida alguma, fruto de todo este percurso!

7 – Endereço na web/blogosfera para a podermos seguir?

http://acordofotografico.blogspot.pt/

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