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Sete perguntas a Fábio Ramunni

Sete perguntas a Fábio Ramunni

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FÁBIO Ramunni é natural da cidade do Porto, onde continua a viver e a trabalhar como artista plástico e pintor. Confrontado com a problemática das relações (influente/influenciado) que se estabelecem entre o meio e o homem, não tem dúvidas, numa primeira fase, em admitir que é o segundo que influência o primeiro (o progresso está aí para o demonstrar). Mas depois, ponderando melhor, conclui que a paisagem exótica que caracteriza os seus trabalhos é sinónimo do desconhecido (no sentido de geografia pessoal) que as gentes de cá, de modo epopeico, tanto procuram.

Por Paulo Moreira Lopes

1 – Data de nascimento e naturalidade (freguesia e concelho)?

Paranhos, Porto.

2 – Atual residência (freguesia e concelho)?

Santo Ildefonso, Porto.

3 – Escolas/Universidade que frequentou no distrito do Porto?

Escola artística Soares dos Reis.

4 – Habilitações literárias?

Ensino secundário – especialização em cerâmica.

5 – Atividade profissional?

Artista plástico. Pintor.

6 – Em que medida o local onde viveu ou vive influenciou ou influencia o seu trabalho artístico/literário/profissional por referência a fenómenos geográficos (paisagem, rios, montanha, cidade), culturais (linguagem, sotaque, festividades, religião, história) e económicos (meio rural, industrial ou serviços)?

Acho que é difícil ter consciência das coisas do meio em que nascemos e vivemos que nos influenciam, sem algum desfoque. Hoje, muito mais que no passado, porque nasce-se com a possibilidade de olhar para muito, muito longe… Por outro lado, essa é a maior causa de hipermetropia nas nações.

O homem faz do jogo de forças com o meio o seu progresso – E como tem progredido! Graças a sucessivas vitórias… E é mais fácil perceber de que modo o homem influencia o meio e traçar a partir daí a sua História, do que perceber o movimento contrário. Particularmente, como sujeito, tenho sérias dificuldades para perceber de que modo a região em que nasci e vivo age através de mim e participa no meu trabalho. Desnorteado, tentarei!

Existe nas minhas imagens, e assume um lugar importante, uma relação forte e constante entre as figuras e o que as rodeia; embora não seja possível encontrar referências locais. A vegetação marca presença regular, mas é quase sempre tropical e distante. Especulo que ainda assim essa paisagem nos diga respeito, pelo menos enquanto portugueses, já que a selva dos meus quadros é quase sempre o lugar do desconhecido, palco de explorações e descobertas. Alguém, um herói sem nome, viaja a caminho do interior ou da casa, que situa num fim do mundo tropical, apenas porque o exótico se torna sinónimo do que está por descobrir – e o que está por descobrir é a identidade; íntima, pouco exótica. É possível que seja assim, de modo indiscutivelmente epopeico, um dos aspectos de ser daqui.

7 – Endereço na web/blogosfera para o podermos seguir?

www.fabio-ramunni.com

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