– Sou mais nobre do que uma carta.
Tradução para português de João Francisco Amaral, in Dicionário de ideias, Editorial Estampa, 2.ª edição, página 110.
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HÁ o papel-moeda, o papel-bíblia, o papel couché, o papel higiénico, o papel mata-borrão, o papel reciclado e outros papéis que nos dispensamos de enumerar. Todos eles assim designados de acordo com a sua função ou características. Contudo, nunca se deu a palavra ao papel para dizer de sua justiça o que pensa daquelas atribuições ou qualidades, ou até para sabermos do seu estado de alma. Para sermos sinceros, o papel do papel foi sempre muito passivo, absolutamente omisso. Chegou, por isso, o dia de darmos voz ao papel. Tendo em conta a idade do papel, teremos muito a aprender com a sua experiência. E que dizer dos seus sonhos? Não podemos deixar que fiquem no papel. É urgente concretizá-los. Que fale o papel!
Se sabe ou desconfia o que o PAPEL-PENSANTE pensa sobre certos objetos ou sobre certas situações envie-nos esse pensamento para geral.correiodoporto@gmail.com.


















