Os pássaros têm, por maquinação minha, uma fonte redonda de água escorrente. E nessa fonte bebem todo o ano, havendo o cuidado de que seja pura.
A água sai de uma pinha de pedra, que tem um prato do tamanho da roda mais pequena do tractor, e essa água alimenta também os peixes.
Aí os pássaros da quinta e do jardim e os amigos deles, que são bastantes, vêm, bebem, abrem as asas, batem-nas na água, sacodem-se e tomam banho como nós no Verão.
in A luz fraterna [poesia reunida 1965-2009], Assírio & Alvim, setembro 2009, página 345


















