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Formiga

Formiga

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1771

1.
Eterna viúva condenada a trabalhos forçados.

Por Francisco Duarte Mangas, in O noitibó, a gralha e outros bichos, Editorial Caminho, Setembro de 2009, página 28.

2.
Minuciosa formiga
não tem que se lhe diga:
leva a sua palhinha
asinha, asinha.

Assim devera eu ser
e não esta cigarra
que se põe a cantar
e me deita a perder.

Assim devera eu ser:
de patinhas no chão,
formiguinha ao trabalho
e ao tostão.

Assim devera eu ser
se não fora não querer.

3.

Com a formiga viajei,
Quase de braço dado…

Senhora formiga
é bom que se diga
que tu és má:

Vais à alma, a pé,
p’ra roubar até
o que lá não há…

Alexandre O’Neill in Poesias completas & dispersos, Assírio & Alvim, março 2017, página 79

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