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Anabela Borges (1970)

Anabela Borges (1970)

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Eu e o meu livro ATÉ SER PRIMAVERA , num registo de 2017
ÀS VEZES, A PRIMAVERA CHEGA ‘TARDE E DE MAUS MODOS’,
MAS O QUE IMPORTA É QUE VENHA →??
31. Há 1 ano, neste dia – o Dia Mundial do Livro – foi-me atribuído o Primeiro Prémio de Literatura Infanto-juvenil Ilídio Sardoeira 2019, com o conto “Os Dias Pequenos”. ???❤️
Será sempre uma memória muiiito feliz, que me acompanhará por toda a vida! →

30. E é isso que me faz percorrer, seguir e não desistir do rumo dos caminhos e dos tempos, para onde quer que eles me levem ❤️
Obrigada a todos, pelo calor pela simpatia pelos afectos. Muitos dias do ano parecem Natal, sim, com presentes antecipados.
Foi um ano maravilhoso! →

29. Foi hoje! Apresentação das obras vencedoras do prémio literário Ilídio Sardoeira aos média locais: ✔️“Os dias pequenos”, Anabela Borges (escalão A); ✔️“Mudança de Estação”, Maria Freitas (escalão B). Estou muito grata a todos, pela presença e simpatia. Correu muito bem! →

28. A primavera carrega todo o seu esplendor. No ar, paira o odor de um tempo que se eleva forte das entranhas da terra, a repuxar o fulgor da natureza aos seus valores mais elevados, em flores, rebentos, insectos, pólenes. E livros. →

27. É Inverno. E é quase Natal. E a terra acorda mergulhada em brumas, vapores vagarosos que se soltam das montanhas em redor, fumos frios que sobem, lentos, do rio – mistério quase parado, a querer saber das origens do tempo, enquanto pequenos bandos de pássaros tardios batem em debandada dos telhados à espera de quase nada. →

26. Hoje a aula de Português foi um imenso feliz alarido. O motivo? Introdução ao estudo do texto poético. Começámos com uma leitura expressiva do conto “Raízes”, de Mia Couto. →

25. Creiamos na boa vontade dos homens, pois é ela que faz evoluir todas as humanidades da Humanidade de que somos revestidos. É principalmente disso que se trata – de vontade. →
24. Hoje, foi uma manhã maravilhosa, com os meninos e as meninas, os professores e as senhoras auxiliares da Escola Básica de Jovim e Foz do Sousa, em Gondomar.
23. Comecei a publicar livros em 2011. Desde essa altura que recebo convites para diversos eventos ligados à escrita – encontros com alunos, apresentações de obras de outros autores (tive, recentemente, por exemplo, o prazer de apresentar os ENSAIOS E ARTIGOS, de Agustina), palestras… colaboração em blogues…
22. Escrevo esta crónica no dia 22 de Março (2017). As emoções do dia anterior latejam ainda muito à flor da pele. Lá fora, o mundo continua aquele lugar, a um tempo, belo, terrível e inquietante. E, por acaso, está um dia agreste, pesaroso, carregado de ventos gélidos e tempestades. →

21. Este rio, este Tâmega, que corre, solitário, levando a fúria das nossas vidas, indiferente a tudo o que o cerca, indiferente ao frio do inverno dos nossos corações. →

20. A igreja fria. Havia um qualquer mistério que se evolava. Das figuras nos altares, dos símbolos, da talha dourada, da alvura dos linhos, do trejeito dos paramentos, do cheiro a flores mortas, a cera e a incenso, de tudo se soltava uma sombra, tudo envolto na semi-obscuridade e no silêncio apenas interrompido por um ou outro suspiro. →

19. Depois de um necessário tempinho para ajustarmos novos horários e funções, AS FAMÍLIAS DOS ANIMAIS, fábulas em verso, voltam a andar por aí, com agendinha cheia para todo o segundo período! →

18. Desta vez, decidimos fazer a viagem de carro. Deste modo, poderíamos aproveitar para conhecer algumas cidades que nos ficariam em caminho, ou próximas, de Madrid. →

17. E não se saudaram na paz de Cristo.
Lisinha baixava os olhos. Afligia-se por dentro numa aparente quietude, cruzava os braços curtos, os ombros ligeiramente encolhidos, esperava que o padre encerrasse a celebração, fazia o sinal da cruz e saía, muito lesta, a cabeça levantada, sem um pinto de cabelo branco à vista, no volume preparado com mise. →

16. Gosto do Carnaval. Gosto mesmo muito do Carnaval. Desde pequena. Sempre gostei, sempre me diverti muito nesta festividade, fizesse chuva ou sol. →

15. Lá abaixo, ao fundo do caminho, quase a chegar à antiga linha de caminho-de-ferro, era a casa da Doentinha. →

14. Pela voz do editor Luiz Pires Dos Reys e do poeta e crítico literário José Emílio-Nelson, a obra veio a lume, no passado dia 21 de Novembro, na Biblioteca Municipal Albano Sardoeira. →

13. Eu nasci nas fábricas. Entra-se num caminho com uma antiga guarita de um lado e a velha fábrica de laminados do outro, ali à tasca do Varejão, sobe-se primeiro e depois desce-se, sempre sem virar. →

12. Quando vamos de viagem, é bom programar os momentos de diversão intercalados com as visitas culturais. Mesmo havendo duas filhas adolescentes apaixonadas por artes e arquitectura, convém assegurar que os dias não se tornem monótonos. →

11. Há muito poeta e pouca poesia. Há muito quem se diga poeta, com todas as letrinhas, sem nunca ter lido um livro do princípio ao fim. Há mais poetas que leitores? →

10. Salas de espera são, como o próprio nome indica, de espera, e quem espera, é sabido, desespera. Acontece que há muitas formas de esperar, ou, se quisermos, de preencher a espera. →

9. Os seres apaixonados gostam de dar-se assim uns aos outros os corações. Dão o coração como quem dá flores, ou safanões, ou uma bolacha. E nem sempre é fácil sobreviver com o coração de outra pessoa. →

8. Hoje é o primeiro dia do novo ano, dia um de Janeiro do ano da graça de 2015. Outro Natal passou. →

7. Escrever para crianças é uma aventura sem fim. →

6. Sou amarantina de gema, o que me enche de orgulho. →

5. Férias, lazer, livros e bibliotecas →

4. Pelos Santos beijam-se as pedras →

3. Encontros maravilhosos →

2. Em sendo Carnaval, as pessoas, querendo, divertem-se →

1. Vamos cantar as Janeiras vamos, antes que acabe o mês! →

 Anabela Borges nasceu em 1970, em Telões, Amarante, onde reside atualmente. É licenciada em Línguas e Literaturas Modernas pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

Em 2011, foi vencedora, ex aequo, do prémio literário “Conto por Conto”, com o conto “A Tundra (cemitério de memórias)”, com a chancela da Alfarroba Editora.

Em 2012, viu o seu conto “A Pergunta (fim de linha)” ser integrado na coletânea “Ocultos Buracos”, da Pastelaria Studios Editora, e ser premiado como o melhor da coletânea.

Além da escrita, tem desenvolvido alguns trabalhos na área das artes plásticas, outra das suas paixões, como é o caso da pintura e ilustração.

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