Considera os outros reinos.
As árvores, por exemplo, com os seus nomes suaves:
carvalho, álamo, salgueiro.
Ou a neve, para a qual os povos do norte
têm dezenas de palavras para descrever
as suas diferentes formas. Ou as criaturas, com a sua
espessa pelagem, o seu olhar tímido e sem palavras.
A sua infalível certeza do que as suas vidas
estão destinadas a ser. Assim o mundo
enriquece, torna-se selvagem, e tu também,
enriqueces, cresces docemente selvagem,
como também nasceste para ser.
in Devotions, The selected poems of Mary Oliver, Penguin Books 2020, página 93, versão PML


















