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Sete perguntas a Inês Botelho

Sete perguntas a Inês Botelho

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INÊS Botelho começou por ser o passado que será em Santa Marinha, uma freguesia entalada entre Mafamude e S. Pedro da Afurada, do concelho de Vila Nova de Gaia. E ali continua, no presente, enquanto escritora, mas com frequentes incursões pela não-ficção, a construir o passado que será. Neste passado há de estar obviamente uma certa cultura nortenha que lhe moldou, e ainda molda, parte do imaginário, ao ponto da própria cidade do Porto se ter convertido em personagem numa das suas obras. Eis aqui e agora um prelúdio do seu futuro passado.

Por Paulo Moreira Lopes

1 – Data de nascimento e naturalidade (freguesia e concelho)?

3 de Agosto de 1986, natural de Santa Marinha, Vila Nova de Gaia.

2 – Atual residência (freguesia e concelho)?

Santa Marinha, Vila Nova de Gaia.

3 – Escolas/Universidade que frequentou no distrito do Porto?

Primeiro a Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, depois a de Letras à qual ainda tenho ligações pois sou colaboradora do CETAPS – Centre for English, Translation and Anglo-Portuguese Studies.

4 – Habilitações literárias?

Licenciatura em Biologia e mestrado em Estudos Anglo-Americanos na variante de literaturas e culturas com uma dissertação sobre representações de “A Bela e o Monstro” nalguns contos de Angela Carter.

5 – Atividade profissional?

Escritora, às vezes com incursões pela não-ficção e a crítica literária para a Revista Bang!, uma publicação da Saída de Emergência especializada em fantasia, ficção científica e horror. Também investigadora em início de carreira.

6 – Em que medida o local onde viveu ou vive influenciou ou influencia o seu trabalho por referência a fenómenos geográficos (paisagem, rios, montanha, cidade), culturais (linguagem, sotaque, festividades, religião, história) e económicos (meio rural, industrial ou serviços)?

Numa vertente mais prática e quotidiana, a localidade condiciona de certo modo o acesso a alguns serviços e hipóteses profissionais pois tendemos ainda demasiado para uma centralidade lisbonense. E teria de certeza uma educação académica diferente se tivesse encontrado outros professores. De forma análoga, os locais que habitei e habito influenciam-me o trabalho de investigadora pelas gentes que vou conhecendo e não tanto por qualquer característica geográfica ou económica.

Em todo o caso, uma certa cultura nortenha imiscuiu-se-me na formação e moldou-me parte do imaginário. Gosto de diversificar cenários e realidades, mas na verdade tendo a integrar o Porto em todas as histórias decorridas na contemporaneidade. Prelúdio (Gailivro, 2007) tem-no como espaço principal e aqui não só o S. João adquire função simbólica como a cidade quase se converte em personagem. Esta preponderância esbate-se um pouco em O passado que seremos (Porto Editora, 2010), porém os lugares, as linguagens e a vida portuense prolongam-se enquanto elementos incontornáveis daquelas narrativas. E em escritos futuros quero ainda explorar muitos outros aspectos das terras onde vivo e vivi.

7 – Endereço na web/blogosfera para a podermos seguir?

http://www.inesbotelho.com/
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