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Sete pergunta...

Sete perguntas a João Pedro Mésseder

PARECE que o estamos a ver: num longo e esguio corredor, emparedado por estreitas janelas, caminha um rapaz, aí dos seus treze anos, trajando um casaco castanho de bombazine e levando na mão o Filho do Homem. Tem um ar estimado e muito prendado. Depois vemo-lo descer a Avenida Camilo compenetrado a soletrar sílabas de pedra. A seguir, a cruzar olhares fugidios com as princesas do Rainha. À noite, perdido na cidade aplacada, é fácil surpreendê-lo a ouvir o brilho da água e a olhar o céu à espera que as estrelas desçam para boiar no rio. Já na altura era um menino que padecia de um vício incurável: a poesia.

Por Paulo Moreira Lopes

1 – Data de nascimento e naturalidade (freguesia e concelho)?

Nasci em 13 de Abril de 1957, na freguesia de Santo Ildefonso, no Porto.

2 – Atual residência (freguesia e concelho)?

Santo Ildefonso, cidade do Porto, numa das suas mais belas e verdes praças: a Marquês de Pombal.

3 – Escolas/Universidade que frequentou no distrito do Porto?

Frequentei o Liceu Alexandre Herculano, na Avenida Camilo, e, depois, a Universidade do Porto (Faculdade de Letras).

4 – Formação académica?

Doutorado em Literatura Portuguesa do século XX.

5 – Atividade profissional?

Professor de Literatura do Ensino Superior Politécnico.

6 – Em que medida o local onde viveu ou vive influenciou ou influencia o seu trabalho artístico por referência a fenómenos geográficos (paisagem, rios, montanha, cidade), culturais (linguagem, sotaque, festividades, religião, história) e económicos (meio rural, industrial ou serviços)?

Algo influenciou. O meu primeiro livro de poesia intitulava-se “A Cidade Incurável” (Caminho, 1999) e aí tanto apareciam, em pano de fundo, o Porto como outras cidades. No meu segundo livro, “Fissura” (Caminho, 2000), a secção “Cenas Infantis” tem igualmente como espaço de referência o Porto, em especial uma certa zona, entre o bairro da Fontinha e a Lapa. É o lugar onde as palavras ganharam raízes ou onde as raízes ganharam palavras. Publiquei ainda dois livros infantis, “Conto da Travessa das Musas” (Deriva, 2010) e “Porto, Porto” (Calendário de Letras, 2009), cuja ligação à cidade é facilmente detetável. E há outros livros ainda, quer para adultos quer infantis, onde o cenário físico e humano do Porto surge recriado, com alusão a elementos que adquirem por vezes uma dimensão simbólica: o rio, as pontes, as casas antigas, as árvores, a pronúncia…

7 – Endereço na blogosfera para o podermos seguir?

Não utilizo a blogosfera para publicar textos literários, mas sim para fazer crítica literária, que assino com o nome José António Gomes. Pode ser lida em:

http://www.ainocenciarecompensada.blogspot.pt/

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