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Luís Mazás López (1968)

Luís Mazás López (1968)

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2.
(Os loucos)
E há sempre um
(o mais intratável) que não desiste
e escreve versos
António Osório

Sou o legatário duma centena de loucos
que me deixaram na pele o soro da poesia
e com ela encho o meu bornal
Sou um caixeiro viajante de alfaias
a descer da falésia dos sonhos
percorrendo as entrelinhas dos cantos. 

1.
Passeio de Barranha

Na dor tornei tão humilde ao ver
quanta humildade tinha nela entrado

Alcanço sem saber o destino
incerto da palavra no ar
e sem saber quais são os verbos do amor
e os nomes do medo

Navego á deriva neste deserto,
mar calmo na planície verbal do amor,
caminhando ate o inverno,
outono crepuscular do mágico entre cinzas

Vejo as linhas do passado
soterradas na praça solidão
As árvores perseguem um mesmo fim,
perdem as folhas das lembranças
e uma página em branco
abre a causa inicial,
a origem da linguagem do amor 

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