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Anabela Borges (1970)

Anabela Borges (1970)

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4.
E o dia repousa
no encanto da tarde: fim de dia.

3.
Quietudes crepusculares são auguros,

céus que se esvaem em fogo
sobre serras serenas, 

2.
Manda-me, amor,
notícias
da voz da terra 

1.
Visto a pele das manhãs
em tintas frescas lampejos →

ANABELA Borges, por mais que queira, não consegue evitar as influências do local onde tem vivido desde que nasceu. Os motivos, para sermos sinceros, são muitos e variados. Vão desde a paisagem, com especial relevo para o rio, ao património edificado, à memória dos artistas que por lá viveram e à vida das gentes. Daí que não seja de espantar que as ideias lhe nasçam como cogumelos (o terreno é muito fértil). Estamos a falar, claro está, da cidade de Amarante e do seu concelho, sem os quais Anabela não era o que é (parafraseando o seu conterrâneo Pascoaes).

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