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Dama de copas por César Augusto Romão

Dama de copas por César Augusto Romão

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MEMÓRIA descritiva: sobre uma carta de dama de copas está aposto: PAPEL-PENSANTE e a observação Ganhei e perdi tantas vezes na vida, que já gasta e depois de passar por várias mãos, virei uma carta fora do baralho. inspirado no poema Dama de copas de César Augusto Romão, in Tanto ar, edição Propagare, Porto, 2009, página 35.

HÁ o papel-moeda, o papel-bíblia, o papel-couché, o papel-higiénico, o papel mata-borrão, o papel reciclado e outros papéis que nos dispensamos de enumerar. Todos eles assim designados de acordo com a sua função ou características. Contudo nunca se deu a palavra ao papel para dizer de sua justiça o que pensa daquelas atribuições ou qualidades ou até saber do seu estado de alma. Para sermos sinceros, o papel do papel foi sempre muito passivo, absolutamente omissivo. Chegou por isso o dia de darmos voz ao papel. Tendo em conta a idade do papel, teremos muito a aprender com a sua experiência. E que dizer dos seus sonhos? Não podemos deixar que aqueles fiquem no papel. É urgente concretizá-los. Que fale o papel!

Se sabe ou desconfia o que o PAPEL-PENSANTE pensa sobre certos objetos ou sobre certas situações envie-nos esse pensamento para geral.correiodoporto@gmail.com.

Lembramos que o PAPEL-PENSANTE, por regra, pensa curto, é muito objetivo e, de quando em vez, tem graça.

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