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Artigos com a tag: César Augusto Romão

César Augusto Romão (1951)
[19 Ago 2017 | Comentar | ]
César Augusto Romão (1951)

Quando ,        no Verão, // os ramos do meu olhar / vingarem / nos baldios / dos teus olhos,

Lua cheia
[12 Abr 2017 | Comentar | ]
Lua cheia

1.
A Lua,               encantada,
dá à luz               a noite.
Por César Augusto Romão, in Tanto ar, Propagare, 2009, página 27.
2.
Lua cheia:
com esta moeda de oiro
posso comprar um sorriso
Por Jorge Sousa Braga, in O poeta nu [poesia reunida], Celas, Assírio & Alvim, 2.ª edição, abril de 2014, página 132.

Estrelas
[31 Mar 2017 | Comentar | ]
Estrelas

1.
As estrelas vivem
ao colo dos rios.
De dia, dormem de olhos abertos,
arpoados por centelhas
de prata flutuante.
À noite, saem
para atapetar o céu de flores.
Por César Augusto Romão, in Tanto ar, Propagare, 2009, página 13.
2.
esses pequeninos frutos de luz que me apetece trincar quando abro os olhos à noite
Por Ilídio Sardoeira, in Histórias para meninos crescidos, Trinta por uma linha, 2012, página 37.

Rio(s)
[14 Mar 2017 | Comentar | ]
Rio(s)

1.
Rios – alegria móvel da Terra
abrindo bocas nos fraguedos nus.
Por Luís Veiga Leitão, in A bicicleta e outros poemas, Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto, página 55.
2.
Clara marcha de vozes contra a guerra
podre de mortos.
Por Luís Veiga Leitão, in A bicicleta e outros poemas, Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto, página 55.
3.
No Outono, os rios
são mais iguais a nós,
perdem a doçura do corpo,
ao aproximarem-se da foz.
Por César Augusto Romão, in Tanto ar, Propagare, 2009, página 16.
4.
Filho mais doce da natureza.
Por João Pedro Mésseder e Francisco Duarte Mangas, in Breviário da Água, Editorial …

Pedras
[5 Dez 2016 | Comentar | ]
Pedras

1.
Até as pedras
quando caem
sabem que têm
as mãos do chão
para as segurar.
Por César Augusto Romão, in Tanto ar, Propagare, 2009, página 37.
2.
o silêncio vive nas pedras,
cola-se à pele delas.
Por Óscar Possacos, in Cantaria, Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto, julho de 2014, página 41.

A BULA de Julho 2016
[1 Jul 2016 | Comentar | ]
A BULA de Julho 2016

NÃO, ainda não acabou a futebolização do quotidiano. Vai continuar por Julho a dentro e a seguir virá a ressaca. O estado do tempo previsível para esta época do ano (muito calor) também não irá ajudar. O risco de burnout é muito elevado. Para este mês aconselhamos a toma de doze comprimidos literários selecionados da obra Tanto ar de César Augusto Romão com ilustração de Chiara Leto. Recorda-se que o titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante d’A BULA é o Correio do Porto e que foi aprovada …

Dama de copas por César Augusto Romão
[27 Out 2015 | Comentar | ]
Dama de copas por César Augusto Romão

MEMÓRIA descritiva: sobre uma carta de dama de copas está aposto: PAPEL-PENSANTE e a observação – Ganhei e perdi tantas vezes na vida, que já gasta e depois de passar por várias mãos, virei uma carta fora do baralho. inspirado no poema Dama de copas de César Augusto Romão, in Tanto ar, edição Propagare, Porto, 2009, página 35.
§
Se sabe ou desconfia o que o PAPEL-PENSANTE pensa sobre certos objetos ou sobre certas situações envie-nos esse pensamento para geral@correiodoporto.pt.
Lembramos que o PAPEL-PENSANTE, por regra, pensa curto, é muito objetivo e, de …

Sete perguntas a César Augusto Romão
[3 Out 2015 | Comentar | ]
Sete perguntas a César Augusto Romão

CÉSAR Augusto Romão nasceu no Porto e aqui continua a viver. Diz que a sua cidade tem mar, uns dias é branca, outros azul, ou todas as cores que os seus olhos querem, mas onde nenhum barco navega. Conta ainda que mora um rio à sua porta. Nos dias de verão, quando por ele passa, molha-lhe os pés. À noite, refresca-lhe os sonhos… É permeável a tudo o que o rodeia com a certeza que sempre que entra na sua rua é como se fosse a primeira vez. Como se …