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Gôndola

Gôndola

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Sem ninguém ao leme, uma gôndola atravessa o nevoeiro. Navega por entre os restos dos amantes infelizes que juncam os canais. Nada a detém. Nem o fantasma do Condottiere Bartolomeo Coleone. Uma gôndola roxa atravessa o nevoeiro. Guiada pela mão invisível de Monet.

Jorge Sousa Braga in O poeta nu [poesia reunida], Assírio & Alvim, 2.ª edição, abril de 2014, página 309

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