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José Carlos Teixeira (1985)

José Carlos Teixeira (1985)

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FOTOGRAFAR é a arte de escrever imagens com luz. É eternizar momentos, expressar o que se vê e se sente. A sua verdadeira alma está em interpretar a realidade.

“Eu não faço arte, faço sim a minha arte… A minha fotografia…”. É desta forma que se apresenta José Carlos Teixeira, um fotógrafo autodidacta que nasceu na Póvoa de Varzim, em 1985. A sua linha de trabalho está direccionada, essencialmente, para os retratos de rua, sendo por isso conhecido como retratista de rua.

“A forma de mostrar as minhas ideologias e as perspectivas de tudo o que me rodeia é observando e fotografando. Faço fotografia por paixão e diversão. Ao longo dos anos fui descobrindo os segredos da fotografia. A pesquisa e a aprendizagem de novas técnicas fotográficas têm acompanhado o meu percurso, tornando-se essenciais para o meu trabalho”, referiu à nossa reportagem.

José Carlos Teixeira já realizou exposições em vários pontos do país, com os trabalhos “Rostos e Emoções” e “Bravos do Mar”, e algumas das suas fotografias já foram seleccionadas para a revista da National Geographic, de Portugal, e Eye Foto Magazine, da Suíça.

Toda a viagem tem um começo. Depois de uma incursão pelas curtas-metragens, mais propriamente pelo cinema de terror, José Carlos Teixeira adoptou a fotografia como a sua grande paixão. “Para mim, tanto o vídeo como a fotografia devem ter alguma narrativa. Comecei por aperfeiçoar a técnica fotografando paisagens, mas as imagens não me conseguiam tocar a alma. Então, comecei a direccionar a minha objectiva para as pessoas. Senti que os retratos, que são intemporais e conseguem captar a essência humana, tinham o condão de realmente me tocar cá dentro”.

Durante aproximadamente um ano, José Carlos Teixeira fotografou os sem-abrigo. Mas esse trabalho foi muito mais além que a própria imagem, contou o fotógrafo poveiro: “O segredo está em estudar o ambiente que nos rodeia, nos envolve, e conseguirmos identificar-nos com as vivências de quem fotografamos. Os sem-abrigo têm um sistema de auto-defesa muito definido, mas, simultaneamente, possuem uma qualidade que aprecio muito, conseguem exteriorizar os sentimentos, talvez por estarem numa situação de total despreendimento em relação à sociedade. Por isso, o genuíno surge à flor da pele. É isso que procuro. Quero que as minhas fotografias contem histórias, que seja possível escrever com a imagem. Através da fotografia e do olhar da pessoa, poder mostrar que existe ali uma alma, uma emoção, uma estória. Foi assim que surgiu a exposição ‘Rostos e Emoções’, que esteve patente em cidades como Avintes, Sever do Vouga, Barcelos e Porto. É certo que captei rostos, mas aprendi muitas estórias”.

Leia a notícia na íntegra na edição impressa da A VOZ DA PÓVOA.

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