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Francisco Neto (1935)

Francisco Neto (1935)

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NASCIDO na Póvoa de Varzim em 1935, Francisco Augusto Gonçalves Neto cresceu no Bairro da Lapa e estudou na Escola Comercial (actual esquadra da Policia), e completou o curso Comercial no Porto. É casado com Noémia Ferreira e tem dois filhos. Foi guarda-redes do Varzim, pescador, encarregado de praia e bancário. “O meu avô era pescador, o meu pai andou ao mar no Brasil, Moçambique e fez companha nas lanchas S. José e Ala-Arriba, pertença de dois tios meus. No final da safra, em Outubro, havia um jantar que reunia toda a tripulação a comer pescada poveira na casa Julião. Os pescadores traziam a mulher e os filhos. Eu, ainda menino, ia com o meu pai e os meus tios. As lanchas eram varadas na praia do peixe e só voltavam ao mar em Março. Recordo-me de ver a Fé em Deus, a Senhora N’Agonia, a S. José e a Ala-Arriba a navegar. Do largo da Lapa reconhecia, lá longe no mar, as quatro lanchas pela coreografia dos panos. Com a força do meu tamanho ajudei muitas vezes a fazer o Ala- Arriba das lanchas para serem varadas no areal. Havia um grande convívio entre os pescadores do Bairro da Lapa. Em tempos de fome todos se ajudavam. A vida tornava-nos mais humanos e solidários. Os dramas do mar eram vividos por toda a gente. Fui tripulante da Fé em Deus em homenagem aos meus antepassados, umbilicalmente ligados ao mar”.

Descendente de pescadores, Francisco Neto tornou-se o ascendente de uma família de futebolistas: “sou o patriarca. Depois dos jogos com uma bola de trapo, no largo da Lapa, feita com sobras de tecido da minha avó costureira, fui jogar para a baliza do Varzim, com 16 anos. Defendi as redes quatro épocas, de 1952 a 1956, até ir para Moçambique. Só ganhava os prémios de jogo, mas cheguei a receber 200$00 (um euro) de um prémio de vitória. Naquele tempo era dinheiro. O meu filho José Neto, pai do Luís Neto do Zenit, também jogou em Moçambique. O meu Genro Vitoriano foi campeão no F.C. Porto também tem dois filhos que jogam futebol, um no Varzim e o outro no Porto, emprestado ao Tondela. E ainda há primos futebolistas”.

Leia a notícia na íntegra na edição impressa da A VOZ DA PÓVOA

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