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Alexandra Malheiro (1972)

Alexandra Malheiro (1972)

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Perto de onde moro, num semáforo onde paro com frequência, pede uma mulher muito magra, vestida forma invulgar para uma pedinte. Usa uma saia vagamente acima do joelho, exibindo as pernas muito magras, calça uns botins acastanhados, e usa sobre o corpo um casaco de 3/4, ocasionalmente um cachecol para compor o visual. Tem uma cor acastanhada e o cabelo a duas cores, mostrando que em alguma altura já houve dinheiro para tintas. Não tem o aspecto andrajoso desajeitado, habitual aos mendigos. 
7. Despedi-me ontem de um amigo. A morte, em tempos assépticos, parece ainda mais
branca, mais cheia de vazio. Sem o conforto dos abraços, entre os que ficam, tocamo-nos receosos, com dedos de papel, trocando olhares vagos, suprimidos que estão também sorrisos e esgares, ficamos reféns apenas do que os olhos mostram, mais próximos do silêncio.
O Dr. Octávio Abrunhosa, advogado, astrónomo, coleccionador de azulejos, poeta, cultor da língua e contador de histórias. 

6. “Hoje o dia não acordou solarengo em boa parte do nosso País” – escreve-me o Sr. Martim Silva, diz aqui que é director adjunto do Expresso, que eu ainda tenho a veleidade de assinar e, por essa razão, o senhor escreve-me estas patacuadas pela manhã. 

5. O facebook avisa-me que há por aí gente (e por aí leia-se no próprio facebook) que eu talvez conheça e é verdade que sim, uns conheço e outros não do rol de fronhas que o dito cujo me apresenta como eventuais sujeitos “amigáveis”. 

4. Cruzei-me hoje com este guarda-chuva, a secar. Não sei a quem pertence mas não pude deixar de o fotografar e, mais ainda, deixar de me imaginar sob o seu agasalho. 

3. Eu sei, estimado leitor, sei mesmo o que pensa ao abrir este humilde blog: “Olha que original, mais um blog!”. Eu sei e tanto sei que ofereci a sua exclamação, muitíssimo pertinente, ao título do mesmo, para que eu própria não esqueça o quão original posso ser no início de um ano. 

2. O meu conto “O homem da bicicleta” que, relembro, está a concurso no site Trëma (brasileiro), sendo o único texto português de Portugal, está a subir de classificação e no “pódio” graças aos meus queridos amigos do Face que acederam e votaram no próprio site. 

1. Inquietação. 

7 perguntas a Alexandra Malheiro

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