Quando estou entre as árvores,
sobretudo os salgueiros e as acácias,
assim como as faias, os carvalhos e os pinheiros,
elas transmitem uma sensação de alegria
Quase diria que me salvam, e diariamente.
Estou tão distante da esperança de mim mesmo,
na qual tenho bondade e discernimento,
e nunca corro pelo mundo,
mas caminho devagar e inclino-me muitas vezes.
À minha volta, as árvores agitam as folhas
e gritam: “Fica um pouco.”
A luz escorre dos ramos.
E voltam a chamar: “É simples”, dizem,
“e tu também vieste
ao mundo para isto, para ir devagar, para te encheres
de luz e brilhar.”
in Devotions, The selected poems of Mary Oliver, Penguin Books 2020, página 123, versão PML


















