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Sete perguntas a Marta de Aguiar

Sete perguntas a Marta de Aguiar

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MARTA de Aguiar nasceu em Luanda, Angola. Em 1975 veio para Portugal onde passou a viver em Penela da Beira, no concelho de Penedono, distrito de Viseu. Aos treze anos transferiu-se para S. Pedro de Fins, Maia. Hoje reside em Leça da Palmeira, Matosinhos. Sempre preferiu a terra e o campo ao mar. O cheiro da terra molhada e todos os aromas do campo, em especial os da primavera, têm sobre ela um efeito relaxante e de acalmia. O trabalho artístico que desenvolve atualmente reflete, por isso, todas as vivências que a rodeiam. A natureza está-lhe no sangue.

Por Paulo Moreira Lopes

1 – Data de nascimento e naturalidade (freguesia e concelho)?

5 de junho de 1972, na freguesia de Fátima, concelho de Luanda, Angola.

2 – Atual residência (freguesia e concelho)?

Leça da Palmeira, Matosinhos, Porto.

3 – Escolas/Universidade que frequentou no distrito do Porto?

Escola Artística de Soares dos Reis, Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto

4 – Habilitações literárias?

Licenciatura em Artes Plásticas – escultura (FBAUP)

Pós graduação em Artes Decorativas (Universidade Católica do Porto)

5 – Atividade profissional?

Artista Plástica e professora do grupo 600 de Artes Visuais.

6 – Em que medida o local onde viveu ou vive influenciou ou influencia o seu trabalho por referência a fenómenos geográficos (paisagem, rios, montanha, cidade), culturais (linguagem, sotaque, festividades, religião, história) e económicos (meio rural, industrial ou serviços)?

Passei a minha infância, logo após ter vindo de Angola, em 1975, no interior do país, numa pequena aldeia chamada de Penela da Beira, no concelho de Penedono, distrito de Viseu. Vivi e estudei aí até aos meus 13 anos. Passei uma infância feliz, sem acesso a grandes coisas e bens materiais, no entanto tinha uma liberdade de deslocação, que os miúdos da cidade não possuíam. Meio muito mais relaxado, ia-se a pé para a escola e para todo o lado. No final das aulas e depois de fazer-mos os deveres, ia-mos para as ruas brincar, correr, jogar futebol, subir às árvores….até os nossos pais nos chamarem para jantar.

A paisagem da Beira Alta, misturada com a do Douro, é deslumbrante! Sempre preferi terra e campo a mar. O cheiro da terra molhada e todos os aromas do campo, especialmente os da primavera têm sobre mim um efeito relaxante e de acalmia. Adoro flores, árvores, andar a regar, a semear e depois colher, o fruto do nosso trabalho….adoro a terra!….. quando passo algum tempo sem estar neste ambiente, sinto um grande vazio.

Aos 14 anos vim morar para o Porto, mais concretamente para S. Pedro de Fins, pois a minha mãe tinha arranjado trabalho no Bairro S. João de Deus. Passei pela escola da Maia, de Águas Santas, Aurélia de Sousa e por fim a Soares dos Reis. Conheci muita gente diferente do que estava habituada, muitas realidades, muita diversidade. Sempre quis tirar um curso de Artes, e no 9º ano fiz logo essa opção.

Entrei na Escola Superior de Belas Artes do Porto no ano de 1992, tendo concluído em 1997 o curso de artes plásticas- escultura.

O trabalho que desenvolvo atualmente, reflete todas as influências e as minhas vivências da infância e as atuais. Somos seres que absorvemos tudo o que nos rodeia de formas diferentes, de acordo com os nossos ideais e objectivos de vida. A natureza está-me no sangue, desenho plantas, peixes (moro perto do mar),….inspiro-me no mundo que vivo, nas emoções que sinto, nas alegrias e nas tristezas da vida quotidiana. Crio percursos, crio caminhos, defino objectivos. O trabalho artístico exige um trabalho persistente e uma procura e investigação constante. É 99% de trabalho e o resto é de inspiração. ….e as mais pequenas coisas que nos rodeiam, influenciam a nossa forma de atuar, de refletir e de produzir os nossos objetos artísticos.

7 – Endereço na web/blogosfera para a podermos seguir?

https://www.facebook.com/giveme5five

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