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Porto visto por Gabriela Rodrigues

Porto visto por Gabriela Rodrigues

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GABRIELA Rodrigues é estudante brasileira, a viver na cidade de Sorocaba, no estado de São Paulo. Reconhece-se a escrever literatura sucinta, inspirada, entre outros motivos, pelas mostras e eventos realizados no lugar onde vive. Sente prazer em comprar, escrever e enviar postais. Diz que é uma forma de eternizar partes da vida. Quando pensa no Porto e em Portugal, lembra-se de quando estudou a nossa história, que a ajudou a compreender a história do mundo e do seu país, além de recordar o sabor dos vinhos da região e ainda das fotografias dos monumentos.

Por Paulo Moreira Lopes

1 – Data de nascimento e naturalidade (freguesia e concelho)?

03/07/1998. Brasileira, cidade de Sorocaba, estado de São Paulo.

2 – Atual residência (freguesia e concelho)?

Cidade de Sorocaba, estado de São Paulo.

3 – Em que outros locais viveu de modo permanente?

Em nenhum outro.

4 – Habilitações literárias?

Habilitação literária em nível de ensino médio (até o memomento, sem contar ao ingresso a universidade)

5 – Atividade profissional?

Estudante.

6 – Em que medida o local onde nasceu e viveu ou vive, influenciou ou influencia a sua vida artística?[1]

Influência desde o início de meu interesse em literatura e na escrita, quanto ao desenvolvimento de aprendizado nos mesmos. Por ter uma cidade onde há a possiblidade, ainda que sejam pequenas, de participar de alguma mostra ou eventos relacionados ao tema, a motivação sempre foi muita. Sem contar no grande movimento urbano da cidade, que acabou fazendo a minha percepção de mundo e identidade aflorar.

7 – Quando pensa na cidade do Porto lembra-se imediatamente de quê?

Lembro-me de quando estudava um pouco a sua história, para entender o restante da história do mundo e do Brasil, ainda que pesquisasse posteriormente suas curiosidades. Lembro-me também de vinhos produzidos na região, nos quais tive a oportunidade de provar em datas festivas e ainda das fotografias dos monumentos.

8 – Já visitou o Porto? Em caso afirmativo, por que motivo e qual a ideia com que ficou da cidade e da região?

Não, ainda.

Literatura postal

9 – Tem a mania dos postais? Em caso afirmativo como explica essa apetência por uma literatura tão sucinta e tão efémera?

Acabei por adquirir o costume por colecionar e buscar postais das cidades que acabo visitando afim de guardar alguma imagem inesquecível do local, embora a existência dos postais ser quase inexistente. Como uma nova ferramenta de escrita e forma de expressar com poucas palavras, grandes histórias, a prática da literatura sucinta foi tomando espaço em meus gostos. Tomando um espaço tão grande, que é uma das práticas que mais “me reconheço” escrevendo.

10 – Sente mais prazer em comprar, escrever e enviar o postal, em saber que foi recebido por outro ou em receber postais de outros?

Sinto prazer em comprar, escrever e enviar como uma forma de fazer a outra pessoa se lembrar de quem eu sou, se lembrar algum momento especial ou da história de minha cidade. É uma forma de eternizar partes da vida.

11 – Tendo em conta a popularidade da correspondência postal, será que podemos falar de uma literatura postal, quem sabe como uma derivação dos contos ou microcontos?

Ao contar pela popularidade e pelo vicio implicito no ato de enviar postais, poderiamos sim falar de uma literatura postal, a meu ver. É uma espécie de derivação desses dois gêneros, que tem como a caracteristica de serem com caractereres reduzidos, sem reduzir o seu conteúndo. Pode ser considerado uma especificidade de ambos os gêneros, pela atenção datada a tal tipo de escrita, particular.

12 – Endereço na web/blogosfera para a podermos seguir?

Facebook – https://www.facebook.com/gabrielarodriguessf

[1] NOTA: a pergunta pressupõe a defesa da teoria do Possibilismo (Geografia Regional ou Determinismo mitigado) de Vidal de La Blache, depois seguida em Portugal por Orlando Ribeiro, de que o meio (paisagem, rios, montanhas, planície, cidade e, acrescentamos nós, linguagem, sotaque, festividades, religião, história) influenciam (quem sabe se em alguns casos determinam?) as opções profissionais e artísticas dos naturais desse lugar.

§

gabriela_rodrigues_frente_HP_2016

Notas por Gabriela Rodrigues para a I Convocatória de Histórias em Postais.

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