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Isabel de Sá (1951)

Isabel de Sá (1951)

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Sentavam-se junto às videiras, ventre de água
mão branca apertando sementes, pequenos poços cintilantes.

Estranhas figuras passavam, vários ímpetos
em direcção aos quintais fermentados de vermes.

Publicado in Restos de infantas, edição Ulmeiro, março de 1984, página 25.

4.
Quanta alegria só de contemplá-la no pátio junto às zínias: olhar
claro, chuva rompendo oiro em seus cabelos, veludo tão branco a
face.

Publicado in Restos de infantas, edição Ulmeiro, março de 1984, página 34.

3.
Chegou a hora de minha alma não ser ela,
chegou o tempo de meu corpo não ter corpo
e em silêncio ser de luz, poeira.

Publicado in Restos de infantas, edição Ulmeiro, março de 1984, página 28.

2.
Por causa de um livro
vieste ao meu encontro. 

1.
Imagens de seres humanos…
boiam nos rios como bonecos
de plástico. É a Vergonha
a toda a hora na televisão. 

Isabel de Sá 

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