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Equador – Maré Baixa

Equador – Maré Baixa

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A vaga anda salpicando. A maré está
caindo, a água calma deixa atrás de si
faixas de areia, caranguejos frenéticos
correndo. O recife aparece como uma
crista branca, além do mar verde como
a esmeralda, brilhando como os olhos
de uma menina. O céu é índigo intenso.
Pescadores, marinheiros, piratas,
mercadores de escravos pisaram nestas
areias antes de mim. As velas deles,
afiadas como barbatanas de tubarões,
já navegaram neste mar.
Onde está agora a música insistente
de suas harpas, onde o cheiro suave do
incenso e da mirra? Em poucos anos,
aqui, apenas o turismo e o lixo.

Versão portuguesa

§

L’onda sciaborda. La marea sta
scendendo, l’acqua calma lascia dietro
di sé strisce di sabbia, granchi che
corrono frenetici. La barriera corallina
appare come una cresta bianca, al di là
del mare verde come smeraldo, brillante
come gli occhi d’una ragazza. il cielo è
d’indaco intenso.
Pescatori, marinai, pirati, trafficanti di
schiavi hanno calcato queste sabbie
prima di me. Le loro vele, affilate come
pinne di squali, hanno solcato questo
mare. Dov’è finita la musica insistente
delle loro arpe, dove i morbidi profumi
d’incenso e di mirra? Tra qualche anno,
qui, solo turismo e spazzatura.

Versão italiana

Alberto Arecchi vive em Pavia, Itália.

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