Gosto de andar de noite pelas cidades desertas,
quando os próprios passos se ouvem no silêncio.
Sentir-se andar, sozinho, por entre o que dorme,
é sentir que se passa por entre um mundo imenso.
Tudo ganha relevo: uma janela aberta,
uma luz, uma pausa, um suspiro, uma sombra…
As ruas são mais compridas, o tempo também cresce.
Cheguei a viver séculos andando algumas horas!


















