1.
Sobre o nevoeiro
duas torres de igreja
suspensas
2.
Dia de nevoeiro
Havia por aqui
uma cidade
3.
Desapareceu o nevoeiro
Que medo que a cidade
também desaparecesse
4.
Na minha terra, há dias em que o nevoeiro é muito cerrado. Como a visibilidade é fraca, entramos nas casas uns dos outros como se fossem nossas; convivemos uns com os outros como se fôssemos todos da mesma família. E ninguém se apercebe de nada. Eu, por exemplo, já nem sei quem sou.
PML
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neblina rente ao chão –
debaixo do luar
uma planície de nuvens
Matsuo Bashô in O eremita viajante [haikus – obra completa], organização e versão portuguesa de Joaquim M. Palma, Assírio & Alvim, 2016, página 282


















