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Artigos na categoria Letra R

Rodilhas
[23 Abr 2017 | Comentar | ]
Rodilhas

Puseram-nos rodilhas à cabeça
Um modo antigo de nos virem coroar
Por Daniel Faria, in Poesia, Últimas explicações, Explicação dos cântaros, Edições Quasi, Novembro de 2003, página 95.

Raiz
[12 Abr 2017 | Comentar | ]
Raiz

Ninguém ama
tanto o silêncio –
raízes
Por Jorge Sousa Braga, in O poeta nu [poesia reunida], Epístola sobre o silêncio, Assírio & Alvim, 2.ª edição, abril de 2014, página 341.

Rubi(s)
[12 Abr 2017 | Comentar | ]
Rubi(s)

A terra escondeu nas entranhas
as suas lágrimas de sangue
para que ninguém as pudesse ver
Por Jorge Sousa Braga, in O poeta nu [poesia reunida], Rubis, Assírio & Alvim, 2.ª edição, abril de 2014, página 191.

Riacho
[31 Mar 2017 | Comentar | ]
Riacho

1.
Riacho a riacho
vai enchendo o rio o papo.
Por João Pedro Mésseder e Francisco Duarte Mangas, in Breviário da Água, Editorial Caminho, 2004, página 47.
2.
Há um rio
perdido
e sonhado
no coração
da palavra
riacho.
Por João Manuel Ribeiro in Palavras-chave, Trinta Por Uma linha, março de 2017, Porto.

Rio(s)
[14 Mar 2017 | Comentar | ]
Rio(s)

1.
Rios – alegria móvel da Terra
abrindo bocas nos fraguedos nus.
Por Luís Veiga Leitão, in A bicicleta e outros poemas, Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto, página 55.
2.
Clara marcha de vozes contra a guerra
podre de mortos.
Por Luís Veiga Leitão, in A bicicleta e outros poemas, Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto, página 55.
3.
No Outono, os rios
são mais iguais a nós,
perdem a doçura do corpo,
ao aproximarem-se da foz.
Por César Augusto Romão, in Tanto ar, Propagare, 2009, página 16.
4.
Filho mais doce da natureza.
Por João Pedro Mésseder e Francisco Duarte Mangas, in Breviário da Água, Editorial …

Raleiro
[19 Dez 2016 | Comentar | ]
Raleiro

Sortido indistinto de pedaços de biscoitos que saíram partidos do forno.
 
Por Dora Mota in Cheira bem, cheira a Paupério

Rato
[19 Dez 2016 | Comentar | ]
Rato

Fatal distracção, escrevi um g no sítio de r!
 
Por Francisco Duarte Mangas, in O noitibó, a gralha e outros bichos, Editorial Caminho, Setembro de 2009, página 49.

Rugas
[19 Dez 2016 | Comentar | ]
Rugas

As rugas dos teus olhos
são linhas de água onde corre
o ouro que neles sobra
 
Por Luís Veiga Leitão, in A bicicleta e outros poemas, Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto, página 43.

Rebanho
[19 Dez 2016 | Comentar | ]
Rebanho

1.
rebanho,
melancolia sem chocalho
a diluir-se no monte
 
Por Francisco Duarte Mangas, in A fome apátrida das aves, Modo de ler, página 71.
 
2.
a
O rebanho escorre,
nunca vi palavra
com tantas ovelhas dentro
 
Por Francisco Duarte Mangas, in A fome apátrida das aves, Modo de ler, página 108.
 
3.
o rebanho, rio sinuoso
por tosquiar
 
Por Francisco Duarte Mangas, in A fome apátrida das aves, Modo de ler, página 115.

Raposa
[19 Dez 2016 | Comentar | ]
Raposa

A raposa
sete manhãs
de janeiro
 
o preço de ter uma pele.
 
Por Francisco Duarte Mangas, in A fome apátrida das aves, Modo de ler, página 134.

Ricos
[14 Dez 2016 | Comentar | ]
Ricos

O dó dos ricos é o sol dos pobres.
 
Por Augusto Baptista, in Histórias de coisa nenhuma e outras pequenas significâncias, Campo das Letras, novembro de 2000, página 96.

Roma
[14 Dez 2016 | Comentar | ]
Roma

…e por Antínoo e todo o amor da terra
juro que vi a luz tornar-se pedra.
 
Por Eugénio de Andrade, Antologia breve, limiar, página 71.

Rua Duque de Palmela, 111
[14 Dez 2016 | Comentar | ]
Rua Duque de Palmela, 111

…onde o pólen das palavras se desprende
e dança dança dança até ao rio.
 
Por Eugénio de Andrade, Antologia breve, Editora Limiar, página 71.

Raia
[14 Dez 2016 | Comentar | ]
Raia

Única ave que, após trabalhos da Criação, preferiu ficar a viver no fundo do mar.
 
Por João Pedro Mésseder e Francisco Duarte Mangas, in Breviário da Água, Editorial Caminho, 2004, página 64.