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Artigos na categoria Letra E

E
[21 Mai 2017 | Comentar | ]
E

O E tinha a certeza de ser. Pelo menos dizia que sim. Porém, estranhamente, estava sempre de garras de fora como se fora fora a defender sabe-se lá que posse de si. Invejava a alegria do A e não parava de comentar que os seus dois andares eram mais espaçosos. Mas quem é que alguma vez via uma casa naquele tridente empinado.
Por Regina Guimarães in Abecedário Abetardário

Esmeralda(s)
[12 Abr 2017 | Comentar | ]
Esmeralda(s)

De que secreta primavera
serão as esmeraldas
a memória?
Por Jorge Sousa Braga, in O poeta nu [poesia reunida], Esmeraldas, Assírio & Alvim, 2.ª edição, abril de 2014, página 192.

Eucalipto
[12 Abr 2017 | Comentar | ]
Eucalipto

Pergunta a um eucalipto
a idade. Ele dir-te-á:
Abraça-me!
Por Jorge Sousa Braga, in O poeta nu [poesia reunida], No alto do Aguilhão, Assírio & Alvim, 2.ª edição, abril de 2014, página 100.

Estrelas
[31 Mar 2017 | Comentar | ]
Estrelas

1.
As estrelas vivem
ao colo dos rios.
De dia, dormem de olhos abertos,
arpoados por centelhas
de prata flutuante.
À noite, saem
para atapetar o céu de flores.
Por César Augusto Romão, in Tanto ar, Propagare, 2009, página 13.
2.
esses pequeninos frutos de luz que me apetece trincar quando abro os olhos à noite
Por Ilídio Sardoeira, in Histórias para meninos crescidos, Trinta por uma linha, 2012, página 37.

Eira
[19 Dez 2016 | Comentar | ]
Eira

1.
Avenida dos Aliados recuperada por Siza Vieira.
 
Por Germano Silva.
 
2.
Local sagrado onde os camponeses antigos, para afastar a fome a penúria, depunham oferendas ao sol.
 
Por Francisco Duarte Mangas e João Pedro Mésseder, in Breviário do Sol, Editorial Caminho, Janeiro de 2002, página 63.

Enguia
[19 Dez 2016 | Comentar | ]
Enguia

Peixe disfarçado de cobra.
Viaja léguas e léguas
para lavar os filhos na água doce.
Por Francisco Duarte Mangas, in O noitibó, a gralha e outros bichos, Editorial Caminho, Setembro de 2009, página 25.

Esquilo
[19 Dez 2016 | Comentar | ]
Esquilo

No Outono
sobe às árvores
para substituir
os frutos que perderam a claridade.
 
Por Francisco Duarte Mangas, in O noitibó, a gralha e outros bichos, Editorial Caminho, Setembro de 2009, página 26.

Estrela-do-mar
[19 Dez 2016 | Comentar | ]
Estrela-do-mar

A prova de que não há
só estrelas no céu.
 
Por Francisco Duarte Mangas, in O noitibó, a gralha e outros bichos, Editorial Caminho, Setembro de 2009, página 27.

Espera(r)
[14 Dez 2016 | Comentar | ]
Espera(r)

1.
Esperar é um modo de chegares
Um modo de te amar dentro do tempo
 
Por Daniel Faria, in Poesia, Edições Quasi, Novembro de 2003, página 85.
 
2.
Por um momento esqueces
a cidade e o seu comércio de fantasmas,
a multidão atarefada em construir
pequenos ataúdes para o desejo,…
 
Por Eugénio de Andrade, in Um rio te espera, Antologia Breve, colecção Os olhos e a memória, editora Limiar página 47.

Enágua
[14 Dez 2016 | Comentar | ]
Enágua

Interjeição dita pelos beduínos quando encontram um oásis no meio do deserto.
 
Por João Pedro Mésseder e Francisco Duarte Mangas, in Breviário da Água, Editorial Caminho, 2004, página 58.

Enxurrada
[14 Dez 2016 | Comentar | ]
Enxurrada

Rebelião das águas contra a tirania das margens.
 
Por João Pedro Mésseder e Francisco Duarte Mangas, in Breviário da Água, Editorial Caminho, 2004, página 58.

Espuma
[14 Dez 2016 | Comentar | ]
Espuma

1.
Vestido de noiva das imensas águas do mar.
 
Por João Pedro Mésseder e Francisco Duarte Mangas, in Breviário da Água, Editorial Caminho, 2004, página 58.
 
2.
Quando os rolos de espuma rebramiam no Cabedelo, apertavam-se os corações no peito, e à luz da candeia rezavam horas esquecidas «pelos que andam sobre as águas do mar».
 
Por Raul Brandão, in Os Pescadores, Estante Editora, 2.ª edição, agosto de 2010, página 28.

Estrada
[14 Dez 2016 | Comentar | ]
Estrada

e logo a seguir a estrada que se deita a caminho entre campos para a Póvoa de Varzim.
Por Raul Brandão, in Os Pescadores, Estante Editora, 2.ª edição, agosto de 2010, página 49.

Ensalmo
[10 Dez 2016 | Comentar | ]
Ensalmo

Invocação dos espíritos salinos
durante a preparação
da salmoura.
 
Por João Pedro Mésseder, in Elucidário de Youkali seguido de Ordem Alfabética, Editorial Caminho, janeiro de 2006, página 32.