Domingos da Mota
Errata
Menti-te, vida minha. Onde disse
«amo-te», lê «amo-te loucamente».
Onde disse «morro pelos teus ossos»,
quis dizer «morro pela tua carne».
Onde disse que «isto é para sempre»,
devia ter dito «isto é onde nunca»,
num mundo onde as rosas não morram,
num mundo de fé, livre de erratas.
Domingos da Mota (1946)
Era Dezembro. O natal esperado / (não havia então ecografia), / poderia ser de um rapaz / ou de uma rapariga
“Pequeno tratado das sombras” de Domingos da Mota
Publicado por Associação dos Jornalistas e Homens de Letras ...







