Cesário Verde
(Manuel António Pina)
É certo que nada na Net substitui a luminosa ordem do verso de Homero (a não ser os versos de Homero que há na Net), como nenhuma experiência de vida pode ser, se calhar, mais pungente que a despedida de Heitor e Andrómaca. Mas se, como diz Eliot, uma parte do prazer da grande poesia é ouvirmos palavras que não nos são dirigidas (como no One world more de Robert Browning, escrito a Elisabeth), que impede alguém de encontrar (ó escândalo!) prazer parecido, mesmo em má prosa, numa caixa de comentários?
Um netómano confessa-se in JN de 5 de setembro de 2006
“Pelo Jardim de Eugénio de Andrade” de João de Mancelos
Texto de João de Mancelos e ilustração de Emerenciano






