Fernando Pessoa
Não basta abrir a janela por Alberto Caeiro
Não basta abrir a janela
para ver os campos e o rio.
Não é...
(Manuel António Pina)
É certo que nada na Net substitui a luminosa ordem do verso de Homero (a não ser os versos de Homero que há na Net), como nenhuma experiência de vida pode ser, se calhar, mais pungente que a despedida de Heitor e Andrómaca. Mas se, como diz Eliot, uma parte do prazer da grande poesia é ouvirmos palavras que não nos são dirigidas (como no One world more de Robert Browning, escrito a Elisabeth), que impede alguém de encontrar (ó escândalo!) prazer parecido, mesmo em má prosa, numa caixa de comentários?
Um netómano confessa-se in JN de 5 de setembro de 2006
Para além da curva da estrada por Alberto Caeiro
Para além da curva da estrada
talvez haja um poço, e talvez...
A súplica e No porto por Constantino Cavafy
A SÚPLICA
O mar tragou de um golpe o marinheiro.Entretanto,...

















