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Rodrigo Solano (1879-1910)

Rodrigo Solano (1879-1910)

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5.
É tão franzina, tão leve,
Que a gente, vendo-a passar,
Fica-se pasmada a olhar
Com medo que o vento a leve. 

4.
“Morrer! Volver ao Nada! Oh! quimera ilusória!
Nada se extingue totalmente. Sob a lousa, 

3.
Cai a luz do luar da casa dela em torno,
Cai a luz do luar como um véu d’escumilha. 

2.
Todos d’Amor se queixam! Desgraçada
Criatura a que nele confiar. 

1.
Sente-se a gente bem quando alguém chora.
Ouvindo soluçar a dor alheia 

Rodrigo Solano Ferreira da Silva (Penafiel 27-03-1879 e Porto 21-07-1910). Desde cedo viu o seu talento poético reconhecido entre os cenáculos literários que frequentou em Viana do Castelo, onde foi professor do Liceu durante breve período, e sobretudo no Porto, onde exerceu a atividade de jornalista em vários periódicos. Os seus poemas e traduções encontravam-se dispersos no momento da sua morte. Em 1915, a Renascença Portuguesa reuniu-os no volume Fumo com prefácio de João Grave, sendo este volume reeditado em 2010 pela Câmara Municipal de Penafiel. Essa reedição incluiu ainda outros textos da sua autoria, entretanto recuperados. Jaz atualmente no Cemitério da Lapa, na cidade do Porto, no jazigo de Freitas Fortuna, o mesmo que Camilo Castelo Branco escolheu para sua sepultura. A sua poesia revela o compromisso entre um rigoroso aprumo formal e um lirismo subjetivo que colhe nas mais influentes experiências estéticas oitocentistas muitos dos seus temas e imagens. Por Francisco Saraiva Fino

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