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Ilídio Sardoeira (1915-1987)

Ilídio Sardoeira (1915-1987)

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5.
E palavras me teçam como a teia
Ao quebrar da fresca madrugada
Onde fique retido só de mim
Quanto de mim é resto em mão fechada 

4.
Um fruto em cada célula de mim
Ou do que nem se disse quando verbo
Metia nas sementes das palavras
As formas inconcretas do meu erro.

Porque futuro sou do que de futuro
Em mim se disse como voz alheia
Escrevo os versos de água sobre o dia
Os versos que se vão entre a areia.

3.
Deito-me no saber, acordo no sonhar
E nunca sei ao certo
Onde começa um ou onde acaba o outro 

2.
Por onde vou vai sempre quem não sou
E, quando chego, quem chegou por mim?

1.
Como barco perdido entre marés
Também me fui perdendo e encontrando 

Ilídio Sardoeira (1915-1987) nasceu em Canadelo, Amarante, no dia 15 de novembro de 1815, e faleceu em Vila Nova de Gaia (St.ª Marinha) , no dia 28 de Novembro de 1987.
Licenciou-se em Ciências Biológicas. Foi professor e pedagogo, escritor e poeta, ensaísta e conferencista. Dirigiu os jornais Voz do Marão e Alma Nova, tendo ainda colaborado em publicações, entre as quais as revistas Vértice, Seara Nova, Labor, Lusíada e Átomo. Publicou: A minha Aldeia (1940), A Origem da Vida (1945), Poemas (1952), Evolução: Provas (1955), História do Sangue (1957), entre outros. Entre 1969 e 1976 colaborou
no jornal O Comércio do Porto, na página O Comércio Infantil. Pertenceu ao júri do Pré-
mio Teixeira de Pascoaes, nos anos de 1951 e de 1977. Foi deputado da Assembleia Constituinte pelo MDP/CDE e Bolseiro do Instituto de Alta Cultura (INIC), em 1977.

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