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Diogo Vasconcelos (1968-2011)

Diogo Vasconcelos (1968-2011)

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DIOGO Vasconcelos, um dos incentivadores do Plano Tecnológico e um forte impulsionador da proximidade da sociedade às novas tecnologias, morreu esta quinta-feira à noite em Londres, Inglaterra, aos 43 anos, vítima de uma septicemia seguida de complicações cardíacas. Diogo Vasconcelos tinha sido recentemente mandatário digital da campanha eleitoral de Cavaco Silva para as presidenciais. Sentiu-se indisposto no início desta semana, enquanto participava numa conferência em Bilbau, Espanha. No regresso a Londres, onde residia actualmente, acabou por ficar hospitalizado devido a uma septicemia, cuja origem não foi detectada, avançaram amigos próximos ao PÚBLICO. Na sequência desta infecção grave, Diogo Vasconcelos sofreu uma paragem cardíaca noite passada. A acompanhá-lo na unidade hospitalar londrina estavam a mulher e o irmão.

Diogo Vasconcelos nasceu em 1968, no Porto, e licenciou-se em Direito pela Universidade Católica.

Desde 2007 era director sénior da Cisco Internacional e distinguished fellow da empresa, título honorífico que a Cisco atribui a alguns dos seus responsáveis.

Passou pela redacção do PÚBLICO nos primeiros anos do jornal, inicialmente como estagiário e depois como colaborador, tendo na altura manifestado especial interesse pelas questões económicas. Foi ainda
co-fundador da primeira revista portuguesa sobre Internet, a Ciber.net, e fundador e director da primeira revista dedicada aos empreendedores e inovação, a Ideias & Negócios.

Diogo Vasconcelos foi ainda o mentor e presidente do projecto Dialogue Café, que permite através de vídeo-conferência que pessoas em todo o mundo troquem impressões ou experiências pessoais.

Foi vice-presidente do PSD, porta-voz do partido para a Sociedade de Informação, consultor da Presidência da República para os assuntos da Sociedade do Conhecimento e fundador e presidente da Unidade de Missão Inovação e Conhecimento durante o Governo de Durão Barroso.

Foi ainda um dos signatários da iniciativa Compromisso Portugal, responsável pela elaboração do plano de acção para a Sociedade de Informação e do plano de acção do Governo Electrónico, tendo também lançado as iniciativas Campos Virtuais, Biblioteca do Conhecimento, Banda Larga nas Escolas e Portal do Cidadão.

Esteve ao lado de José Pedro Aguiar Branco na sua candidatura a líder do PSD, como seu mandatário.

Foi também presidente da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento e Comunicação, até Abril passado.

Diogo Vasconcelos foi distinguido por Jorge Sampaio com a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique, pelo trabalho desenvolvido em prol da Sociedade do Conhecimento e da promoção do empreendedorismo.

Carlos Brazão, director-geral da Cisco Portugal, frisa que esta é uma perda grande para a empresa e para o país. “É uma perda enorme, é uma pessoa única, com grande experiência de vida como empreendedor, com uma criatividade e inteligência excepcionais. É uma perda para a família, para os amigos, para a Cisco e para o país.”

Por Cláudia Bancaleiro, Ana Machado

ublicado in http://economia.publico.pt/

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“O que este homem e amigo tinha ainda para dar em inovação é irrecuperável”

Daniel Deusdado considera morte de Diogo Vasconcelos como “mais uma tragédia para Portugal”.

“Diogo Vasconcelos era um dos maiores empreendedores que pude conhecer na minha vida. A sua morte súbita aos 43 anos é dolorosa para todos os que o conheceram e mais uma tragédia para Portugal”, escreveu Daniel Deusdado, director da produtora “Farol de Ideias”. “O que este homem e amigo tinha ainda para dar em inovação e network internacional é irrecuperável”, lamentou.

“Fui director da Ideias e Negócios, revista que ele criou no Porto e para a qual me convidou. Uma loucura: sair do Público para dirigir uma revista cujo lema era “Despeça-se já e crie a sua empresa”. Em Portugal! Hoje eu próprio tenho a Farol de Ideias, quase 30 pessoas, o Radar de Negócios na TV há 10 anos. Começou tudo ali… Obrigado Diogo”, escreveu Daniel Deusdado.

Publicado in http://www.jn.pt/

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Foi com profunda tristeza que tomei conhecimento hoje de madrugada da morte do Diogo Vasconcelos. Como refere o LR, o Diogo “não era elitista, mas fazia parte daquela restrita Elite que sabe inovar, que não receia a mudança, que acredita que pode ser melhor que os melhores”. O Diogo gostava genuinamente de pessoas e adorava discutir ideias. Por exemplo, sempre me impressionou como, apesar de não ser economista, o Diogo percebia e aplicava o essencial do pensamento de Schumpeter sobre empreendedorismo melhor do que a esmagadora maioria dos economistas.

O Diogo era também um líder e um pensador genuinamente criativo. Ainda muito recentemente, no âmbito de um conselho consultivo de que ambos fazíamos parte, pude constatar mais uma vez os efeitos do pensamento out of the box do Diogo: a forma como era capaz de revolucionar uma reunião levantando questões cuja importância parecia evidente depois de referidas, mas nas quais ninguém pensara antes.

O país cedo se revelou pequeno demais para o Diogo e para a sua capacidade empreendedora, mas o Diogo nunca desistiu do país e tinha quase sempre algo de construtivo para dizer e propor a respeito de Portugal, nunca perdendo a esperança nem o optimismo sóbrio e ponderado que o caracterizava.

Não concordávamos em tudo – e ainda bem, porque as discordâncias eram tema de conversa mais interessante do que as concordâncias – mas partilhávamos várias causas e projectos comuns. A energia do Diogo parecia por vezes inesgotável e este final abrupto e súbito serve também para nos lembrar a todos que estamos apenas de passagem por aqui.

Até sempre, Diogo.

8 de Julho de 2011

André Azevedo Alves

Publicado in http://oinsurgente.org/

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Homenagem da Universidade e Associação Comercial do Porto a Diogo Vasconcelos

A Universidade do Porto (UP) e a Associação Comercial do Porto (ACP) vão dar o nome de Diogo Vasconcelos aos prémios de inovação e empreendedorismo que tinham criado, homenageando assim o gestor que faleceu quinta-feira.

Diogo Vasconcelos, que foi mandatário digital da candidatura de Cavaco Silva às eleições presidenciais de janeiro deste ano, morreu na quinta-feira à noite em Londres, Inglaterra, aos 43 anos, vítima de paragem cardíaca.

Através de comunicado, é anunciado que “a Universidade do Porto e a Associação Comercial do Porto decidiram hoje dar o nome de Diogo Vasconcelos aos prémios de empreendedorismo e inovação que as duas instituições criaram no início do mês passado”.

Desta forma, continua o texto, homenageia-se “o gestor portuense ontem falecido e o trabalho que desenvolveu na promoção do espírito empreendedor na sociedade portuguesa e criação de condições para uma maior cooperação entre universidades e indústrias no capítulo da inovação”.

Os prémios ACP – Technology Export e ACP – Applied Research, cuja primeira edição arrancou a 13 de Junho, passam a chamar-se Prémio Diogo Vasconcelos – Technology Export e Prémio Diogo Vasconcelos – Applied Research.

Estes prémios anuais vão distinguir a empresa ‘start-up’ ou ‘spin-off’ da UP com maior potencial de internacionalização e o melhor projeto de investigação desenvolvido na universidade em cooperação com empresas portuguesas, “dois dos conceitos mais defendidos por Diogo Vasconcelos”, adianta-se.

Publicado in http://www.dn.pt/

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